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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

CONSUMO CONSCIENTE E O E-COMMERCE



* Rosalvi Monteagudo

A pandemia produziu choques de oferta e da procura que atingiu os serviços e o consumo das famílias, consequente da economia afetada no mundo todo. O consumo das famílias metade é destinado aos serviços devido à queda pela perda do emprego e renda. Isto provoca um choque no consumo e serviços, além do desemprego que vai intensificar o ajuste no consumo. A solução virá do investimento, pois pelo consumo é difícil devido o desemprego e crédito que se mantém dentro do limite.

O covid-19 afeta a economia de forma descomunal com os efeitos sobre a oferta e a procura, produção e consumo, torna mais forte a comprovação de um novo comércio, pela queda na renda da população. O e-commerce se fortalece pela compra online e o comércio tradicional deve ser repensado. As empresas no e-commerce são pouco conhecidas pelos consumidores que em geral já vão decididos ao que comprar.

Neste período de isolamento social há o colapso da demanda produto do fechamento do comércio e da queda do poder aquisitivo, além do efeito negativo da deflação que é consequência do recuo da demanda. Porém, quando o comercio começar a reabrir pode reativar a demanda.

O colapso da demanda é consequência do isolamento social, fechamento do comercio e queda do poder aquisitivo e isto vai alterar a lei da oferta e da procura no mercado. Agora passamos reabrir o comércio e reativá-lo pela demanda. O recuo da demanda pode ter consequência de uma deflação longa. Os benefícios do comércio eletrônico são:-

-Redução de lojas físicas e criar o varejo digital.

-diminui a necessidade de vendedores;

-redução da área de venda;

- transforma lojas em showrooms

Abaixa o consumo de energia, aluguel, segurança, etc...

As novas necessidades de consumo vão gerar novos empregos que deve ser atendidas pelo empreendedorismo, que precisa de treinamento e educação para novos aprendizados, colaborando com a independência do país, livres da interferência global. A pandemia criou a necessidade de gerar trabalho que serão opostos ao que hoje temos, além de aumentar o comércio eletrônico que não evita a recessão, mas retoma parte das economias sofridas. A quarentena pode tornar solido o e-commerce e impulsioná-lo.

No e-commerce a comercialização é feita pela internet, uma vez que o homem não sai para comprar, pois é feita dentro de sua casa, por um simples impulsionar e clicar do mouse, que introduz o estímulo que obedece à vontade instantânea de consumir no momento que incita.

Antes da pandemia o uso do e-commerce era menor, hoje aumentou muito pelas facilidades em pesquisar o preço, etc... E tudo é mais fácil com um simples clicar no computador ou celular. Além de controlar o impulso em adquirir o desnecessário apesar de o consumidor valorizar a compra ao vivo que tornou possível a criação de 107 mil lojas virtuais.

Há muito possibilitou a mudança no hábito de consumo, 42% da população pretende consumir menos comparado ao que consumiam antes da pandemia, que tem relação direta com a queda de renda e o isolamento social que provocou mudanças no comportamento do consumidor demonstra o Instituto Locomotiva.

A freada no consumo em todas as classes sociais consequente da pandemia é devido à insegurança de quanto tempo durará. As pessoas nesta situação transformaram o hábito do consumo, pois priorizaram o ser em detrimento do ter.

Agora no momento de uma pandemia pretende-se uma reforma tributária, que cria um novo imposto sobre transações eletrônicas que é uma CPMF adaptada. Porém precisa do debate público uma vez que dá ensejo à extensa e complexa judicialização, com prejuízo ao progresso tecnológico do País. Isto vai afetar o e-commerce.



** Rosalvi Monteagudo é contista, pesquisadora, professora, bibliotecária, assistente agropecuária, funcionária pública aposentada e articulista na internet.

Mestre em Cooperativismo pelo CEDOPE/UNISINOS (São Leopoldo, RS) e autodidata, lê e estuda sobre Economia e o forte papel que exerce no social.

Sensível às necessidades brasileiras, analisa, observa atentamente e passa a refletir o saber. E preciso um reexame das regras e princípios que evoluem o terceiro Setor como meio de cooperar com os problemas socioeconômicos do país. Percebe Sua importância para a época atual e Começa a estudá-lo profundamente. Publica vários artigos. Cria o COOPSOVr, que são novas regras via software, a fim de beneficiar-se da redução do custo on-line.

Foi editora responsável do boletim informativo do ICA/SAA, São Paulo, no qual criou o espaço "Comentários; repensando o cooperativismo". Organiza cursos, conferências, estandes em feiras etc. Exerce várias atividades concomitantes, como voluntária na Pastoral da Criança, presidente- fundadora da Econsolidaria, além de constituir e participar de diversas associações. Empreendedora socioeconômica, participou ativamente de oficinas palestras do Fórum Social Mundial, de 2002a 2005.

Publicações:

Revisão das regras dos princípios coope-rativistas, 2001

Economia solidária; novas regras, 2002

Autonomia na organização da iempresa; uma sugestão para o desemprego, 2004

Sustentabilidade socioeconômica, via web-service, 2006

Administração e a contabilização/ accountability para o terceiro setor, 2007/2018

Economia digital e sustentabilidade, 2008/2018

Autonomia Financeira e a Autogestão – Uma Ideia / 2019


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sábado, 16 de novembro de 2019

Breshow - Feira de Brechós em São Paulo - 2019

Breshow - Feira de brechós


Feira de Brechós no Centro de São Paulo revela histórias de superação, empreendedorismo e causas sociais

Além de ser uma opção econômica para os consumidores, a cultura de brechós oferece para os empreendedores uma oportunidade de renda extra, e ainda espalha mensagens socioambientais


Chegando em novembro na sua 4ª edição, a Feira de Brechós “Breshow”, já se tornou referência de evento de consumo consciente em São Paulo. A feira é realizada pelo centro comercial, cultural e gastronômico a céu aberto Pátio Metrô São Bento, em parceria com o Les Chapeliers Brechó. O evento acontece nos dias 22 e 23 de novembro, das 10h às 18h.

Nos dois dias de evento serão mais de 20 brechós diferentes, entre eles expositores especializados em roupa sem gênero, roupas de marcas internacionais, peças vintage, óculos diversificados e muito mais, com preços a partir de R$ 5.

Mas por trás do que aparentemente seria apenas um evento de comercialização de roupas, encontram-se histórias de superação, exemplo de pessoas que arregaçaram as mangas para driblar a crise, valorização da moda sustentável e propagação de causas sociais.



Consumo Consciente

Dentre os mais de vinte participantes estará o estande “Bia Vende Tudo”. O brechó é de propriedade da empresária Bianca Alcântara. Ela conta que o brechó surgiu há pouco menos de um ano após um processo de terapia. Bianca confessa que era uma pessoa consumista e que chegava a gastar R$ 1 mil em um dia de compras, mesmo sabendo que as roupas que havia comprado não seriam utilizadas.

“Com a terapia eu fui entendendo quais eram os gatilhos que me faziam consumir para suprir anseios emocionais. Comecei desapegando das minhas roupas e depois comecei a garimpar nos bazares para revender. Hoje em dia o brechó é a minha principal fonte de renda. Eu continuo comprando, mas agora para revender, sempre pensando e dialogando com as pessoas sobre o consumo consciente”, afirma.



Oportunidade na crise econômica

Com a crise econômica que afeta o país desde 2014, milhares de brasileiros precisaram arrumar outras fontes de renda, sem contar as pessoas que acabaram perdendo seus empregos. Precisando arranjar um meio para sobreviver e tocar a vida, muitos acabaram encontrando nos brechós a solução para fazer dinheiro. Essa história é comum a pelo menos duas participantes da 4ª Breshow.

A primeira é Maria Regina, proprietária do “Brechó da Gina”. Ela conta que durante o auge da crise brasileira começou a buscar alternativas de trabalho. Regina acabou encontrando na revenda de roupas não apenas um novo hobby e um trabalho, mas uma nova cultura de vida sustentável e de reuso.

A fundadora do brechó “Santo Achado”, Michelle Freitas, é uma das pessoas que acabou engrossando a fila do desemprego no meio da turbulência no país. Após perder um emprego fixo, há um ano, ela conta que começou a planejar o que viria a ser sua principal fonte de renda.

“Eu me encontrava desempregada e trabalhando como freelancer e vendendo cosméticos, uma amiga resolveu montar um brechó e começamos a juntar as peças encostadas no armário. Fizemos uma parceria nesses produtos e atendia uma vez por semana para ela. Após formar a parceria no brechó desta amiga, fui tomando gosto pela coisa, sempre gostei de moda e achei fascinante esse ramo”, relata.

Ela conta que depois das parcerias e trabalhos em conjunto, ela decidiu abrir seu próprio brechó neste ano. O Santo Achado nasceu em julho no bairro do Cambuci, na região Central de São Paulo.



Encurtando fronteiras

A atriz Carol Andrade, uma das responsáveis pelo Les Chapeliers, encontrou no brechó uma maneira de dar acesso às pessoas a marcas internacionais por um preço justo e, ao mesmo tempo, foi um jeito de conhecer novas culturas e países.

“O brechó virou realmente uma forma de trabalho prazeroso, ecológico e com retorno financeiro que faz a diferença. Há mais de um ano planejei viagens através do brechó para alguns países em busca de peças inusitadas e que carregam a cultura de outros países, tais como França, Inglaterra e México. Meu propósito de vida é conhecer o mundo com a ajuda da minha atividade no brechó”, conta Carol.



Causas sociais

Atualmente, mais do que um forma barata de se consumir roupas e acessórios, os brechós se tornaram também um meio de propagação das mais diversas causas. A proprietária do brechó “Use me Tender”, Roberta de Melo, usa seu negócio para divulgar a causa da moda sem gênero. Pretendendo desfazer estereótipos de gêneros, todas as peças do brechó não possuem diferenciação de masculino e feminino.

“Sempre fui bem preocupada com a produção de lixo e amo garimpar estilos e peças únicas. Além disso, nunca tive isso de roupa feminina e masculina. Eu sempre usei a roupa que eu gostasse. Aí então surgiu a ideia de brechó sem gênero, o Use me Tender, que em português significa ‘me use com ternura’”, explica Roberta.

Outro brechó que participará da 4ª Breshow e que possui um apelo social é o da ONG “Por amor aos animais”. Todas as peças e acessórios comercializados pelo grupo são revertidos para o acolhimento e tratamento de animais abandonados em São Paulo.



Participantes da 4ª Feira de brechós:
B’52 Brechó - @b52_brecho
Babette La Fleur - @brechobabette.la.fleur
Bia Vende Tudo - @biavendetudo
Bolinho de Chuva Brechó - @bolinhodechuvabrecho
Bora Vender Tudo - @boravendertudo
Brechó Cabide da Sorte - @cabidedasorte
Brechó da Clara
Brechó da Gina
Brechó das Lokas
Brechó Deluxxe
Brechó do Johnny - @brechodojohnny
Brechó Por Amor Aos Animais
Brechó Santo Achado - @brechosantoachado_
Brechó Valenttinas - @brecho_valenttinas
Casa Pindorô - @casapindoro
Clarearte
Diadorim - @diadorim.brecho
Diamond - @brechodiamond_
Fuça Tatu - @fucatatu
Garimpo da Maya - @brechogarimpodamaya
Les Chapeliers Brechó - @leschapeliersbrecho
Neta da Lua - @netadalua
Rua da Saudade Brechó - @ruadasaudadebrecho
Skull Glasses - @skullglasses.oficial
Use Me Tender - @usemetender

Serviço:

4ª edição da Feira de Brechós “Breshow”
Quando: Dias 22 e 23 de novembro, das 10h às 18h
Local: Praça da Colmeia no Pátio Metrô São Bento
Endereço: Largo São Bento, s/n - Centro, São Paulo - SP, 01029-010
Preços: entrada gratuita e peças a partir de R$ 5
Link do evento: https://www.facebook.com/events/450520925558306/

Sobre o Pátio Metrô São Bento
Localizado aos pés do Mosteiro, dentro da Estação São Bento do Metrô, o Pátio Metrô São Bento é um centro comercial, cultural e gastronômico a céu aberto. Com opções de alimentação, serviços e varejo, o Pátio Metrô São Bento busca simplificar o dia a dia das pessoas que frequentam o Centro de São Paulo. Desenvolvido pelo consórcio Scopus Ita Shopping, o empreendimento de 5,7 mil m2 é composto por praça de alimentação, deck a céu aberto e praça de eventos, que recebe atrações culturais regularmente. O Pátio atende as mais de 4 milhões de pessoas que circulam pela região, como uma opção agradável, prática e segura de aproveitar o melhor do Centro.


Acesse:

https://patiosaobento.com.br/
www.facebook.com/patiometrosaobento/
www.instagram.com/patiometrosaobento/




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Inovação e Empreendedorismo são temas de palestra gratuita organizada pelo PROCEB/FIA

O PROCEB (Programa de Comércio Exterior Brasileiro) da FIA (Fundação Instituto de Administração), sob coordenação dos professores Dr. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi e Dr. Fábio Lotti Oliva, promoverá, no dia 2 de setembro, novo evento do Ciclo de Palestras sobre Temas Emergentes.

Com a temática "Inovação e Empreendedorismo: Casos de Sucesso da SAP com seus clientes", o encontro contará com a participação de Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil - organização líder mundial em software empresarial e serviços relacionados com software em termos de receita.

Devido ao número de vagas limitadas, os interessados em participar da palestra gratuita devem realizar inscrição prévia até 31 de agosto, através do link:https://www.onlinepesquisa.com/s/palestrainovacaoempreendedorismo.

Serviço

Evento: Inovação e Empreendedorismo: Casos de sucesso da SAP com seus clientes
Data: 02/09/2015 (quarta-feira)
Horário: das 18h30 às 21h
Local: Auditório FEA 5 - Avenida Professor Luciano Gualberto, 908 - Butantã.
Coordenação: Prof. Dr. Celso Grisi e Prof. Dr. Fábio Lotti Oliva
Inscrições: Até 31/08/2015 pelo linkhttps://www.onlinepesquisa.com/s/palestrainovacaoempreendedorismo
Informações: (11) 3732-2029 ou pelo e-mail rodolfoh@fia.com.br

Sobre o PROCEB: programa multidisciplinar de pesquisa, ensino e assessoria em gestão dos negócios internacionais, que desenvolve competências nesta área a partir da cooperação com outros programas afins no âmbito da USP e com grupos internacionais de estudo.

Entre as principais finalidades do programa estão capacitação profissional em administração internacional em diferentes níveis; desenvolver estudos e pesquisas nessa área de conhecimento; investir na disseminação de conhecimentos gerados mediante publicações; organizar um banco de dados com informações e referências nessa área; oferecer serviços de assessoria e suporte a empresas, órgãos da administração pública e demais intervenientes no comércio exterior.


Sobre a FIA:

Eleita por três vezes, desde 2005, como a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do País, possui 35 anos de atuação no setor. Hoje mantenedora da Faculdade FIA de Administração e Negócios, credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: ensino, pesquisa e consultoria, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração. Todos os MBAs oferecidos pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada em Londres, que referencia importantes escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento relevante foi concedido pelo jornal britânico Financial Times: o Pós-MBA, 25º colocado no ranking educação executiva da Financial Times em 2011.