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domingo, 19 de janeiro de 2025

Lesão medular: Estudo da Nature aponta que estimulação cerebral pode restaurar movimentos




Um estudo inovador publicado em dezembro na revista científica Nature Medicine demonstrou um impacto significativo no uso da estimulação cerebral profunda para amplificar a recuperação da capacidade de andar em pacientes com lesões incompletas na medula espinhal.

A pesquisa, liderada pelo Dr. Newton Cho e o Dr. Grégoire Courtine, em colaboração com a École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) e o Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), investigou a ativação de neurônios glutamatérgicos no hipotálamo lateral - até então subestimado em pesquisas sobre lesões na medula espinhal - a partir da estimulação cerebral profunda desta área. A abordagem terapêutica é capaz de reorganizar projeções neurais remanescentes na medula espinhal, promovendo melhorias funcionais duradouras em humanos. Os participantes do estudo relataram progresso imediato na marcha, com aumento na resistência e redução do esforço percebido. Um dos participantes pode subir os degraus de uma escada.

Resultados promissores de um ensaio piloto mostraram que, além das melhorias clínicas, a neuroestimulação pode mediar reorganizações neurais que persistem mesmo após o desligamento do dispositivo, destacando seu potencial como um novo paradigma terapêutico.

“Os profissionais que praticam a estimulação cerebral profunda como um tratamento de reabilitação funcional estão entusiasmados com os resultados encontrados, mas ainda precisamos investigar mais profundamente os mecanismos e a segurança em longo prazo, em grupos maiores de pacientes”, destaca o Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp.

O avanço complementa outro estudo de impacto publicado no New England Journal of Medicine, conduzido pela Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, que investigou a estimulação epidural da medula espinhal combinada com treinamento locomotor. Essa pesquisa mostrou que pacientes com paralisia motora completa poderiam recuperar a capacidade de andar em ambientes controlados. Enquanto o estudo americano focava na estimulação local da medula espinhal, a nova pesquisa amplia o horizonte ao direcionar regiões específicas do cérebro capazes de coordenar a recuperação.

“O que estamos vendo é uma integração de esforços associados: enquanto a estimulação epidural da medula espinhal oferece suporte motor direto, a estimulação cerebral profunda do em uma região específica do cérebro vai além e atua como uma ‘chave mestre’, reorganizando redes neurais para potencializar a recuperação funcional”, explica o neurocirurgião. “Essas descobertas abrem novas portas para o tratamento de lesões complexas, oferecendo esperança aos pacientes”, complementa.

Embora mais estudos clínicos em larga escala sejam necessários para validar a segurança e eficácia do tratamento, a combinação entre tecnologia avançada, neurociência e abordagens clínicas inovadoras já proporcionam tratamentos eficazes aos pacientes.

No Brasil, a estimulação medular e cerebral já é uma realidade consolidada em tratamentos para condições como dor crônica e Parkinson, com resultados expressivos. Esses avanços mostram o potencial da neuroestimulação como ferramenta terapêutica, aliando tecnologia e neurociência de ponta. “No caso de paralisias, embora a aplicação ainda esteja em fases de estudos e validação, a consolidação dessas técnicas no país pode abrir novas possibilidades promissoras, trazendo esperança para pacientes e ampliando o alcance da reabilitação funcional”, defende o neurocirurgião da Unicamp.



Sobre o Dr. Marcelo Valadares:

Dr. Marcelo Valadares é médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor.

O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos.

No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.


Mais informações:
www.marcelovaladares.com.br
Instagram: @drmarcelovaladares
Facebook: facebook.com/drmarcelovaladares

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

6 dicas para higienizar seu aparelho dental corretamente




O diretor clínico da OrthoDontic, maior rede de clínicas de ortodontia do Brasil, Edmilson Pelarigo, dá algumas dicas de cuidados com o aparelho ortodôntico que ajudam a garantir a higiene bucal.


1 - Mantenha as escovações em dia


O óbvio precisa ser dito: não se esqueça de escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, após as refeições, ao acordar e antes de dormir. Para o aparelho fixo, utilize escovas macias. Já para o móvel, opte por escovas que tenham cerdas duras. Ao escovar, faça movimentos leves e contínuos com a escova, sempre no sentido dos ponteiros do relógio.

2 - Não esqueça do fio dental


Além da escovação, o uso de fio dental é essencial para que a limpeza da boca seja completa. Para quem possui aparelho fixo recomenda-se utilizar o “passa fio” – espécie de agulha de plástico, por onde se passa o fio dental para levá-lo por trás do aparelho ortodôntico e nas regiões mais estreitas. Antes ou depois da escovação, adicione esse processo aos poucos na rotina, até se tornar um hábito.

3 - Tenha enxaguante bucal como aliado


O enxaguante bucal auxilia na eliminação da placa bacteriana que se acumula nos fios e braquetes do aparelho. Após a escovação, faça o bochecho por três minutos com o enxaguante indicado pelo seu dentista ou utilize pastilhas antissépticas que se dissolvem na água. Elas possuem a mesma função que o enxaguante – combater a placa bacteriana, reduzindo o mau hálito. Além disso, se a higienização bucal não for feita corretamente, podem surgir complicações, como cáries.

4 - Diminua o açúcar pelo bem da sua saúde


Aliada à escovação e ao uso do fio dental, uma dieta saudável e a diminuição do açúcar ajudam também na prevenção do acúmulo de bactérias no aparelho dental e em toda região da boca.

5 - Evite comer alimentos duros, grudentos ou pegajosos


Para que o aparelho ortodôntico não danifique ou quebre, é necessário evitar comer alimentos duros, grudentos ou pegajosos. Eles podem ficar colados em partes isoladas do aparelho e provocar uma dificuldade acrescida na hora da higienização.

6- Visita ao dentista


Ainda que tudo esteja aparentemente bem, é recomendável que uma visita ao dentista seja feita, no mínimo, a cada seis meses, pois problemas pequenos podem crescer, tornando-se perigosos – e caros – para o paciente. Seis meses é também o tempo de intervalo recomendado para que se faça uma limpeza profissional com o dentista, evitando acúmulo de tártaro, gengivite e cáries.


terça-feira, 2 de agosto de 2022

A Importância do Ganho de Massa Muscular






Porque É Tão Importante Ganhar E Manter A Chamada Massa Magra? É O Que Vai Responder A Médica Endocrinologista, Dra. Gabriela Iervolino


É extremamente necessário sabermos sobre a composição do nosso corpo; o quanto temos de gordura e o quanto temos de músculo. Só o peso na balança não significa nada, às vezes você emagrece porque perdeu músculo e isso não é um emagrecimento saudável, não importando a sua idade.

O idoso, com o processo de envelhecimento, vai perdendo naturalmente massa muscular e ganhando um acúmulo de gordura na região da barriga, e isso aumenta as chances de infarto e AVC.

O músculo, no idoso, ajuda tanto no equilíbrio, quanto na proteção da estrutura óssea, por isso é importante que ele tenha massa muscular. O problema é que com o tempo, ele muda o paladar e vai deixando de ingerir proteína de forma adequada. E isso faz com que a população idosa seja um grupo que merece uma atenção mais especial.

E como mantemos a quantidade ideal de massa muscular? É o que vai nos explicar a Dra. Gabriela Irvolina, endocrinologista.

Em primeiro lugar temos que ver o peso da pessoa e calcular o mínimo de proteína que ela precisa ingerir diariamente, tendo em mente a função renal dela. Só que é quase impossível, pela alimentação, atingir a quantidade ideal de proteína diária, por isso é preciso saber o quanto se ingere de proteína na alimentação e por muitas vezes usar suplementos proteicos. Quando não ingerimos uma boa quantidade de proteína, ao menos o suficiente, não conseguimos manter uma massa muscular boa.

Por isso eu calculo a quantidade de proteína e oriento o quanto cada alimento tem de proteína e aí, o paciente vai saber o quanto de proteína ele deverá ingerir por dia. Como a alimentação não muda muito, durante uma semana a pessoa já poderá calcular a quantidade ideal diária, e se precisar ela usará suplementos, como o Whey Protein. Isso também podemos fazer com pessoas vegetarianas, usando outras fontes de proteína.

O tipo de atividade física, é outro ponto extremamente essencial. Quando se faz um exercício com menos repetições tendemos a ganhar massa muscular, mas se praticamos exercícios com mais repetições ganhamos muito mais resistência nos músculos, além de perder peso. É preciso conciliar uma atividade física de nossa preferência, mas visando o ganho de massa muscular, que será avaliado pela bioimpedância. Esse exame vai mostrar se aquilo que se está fazendo está dando resultado positivo.

Outra coisa importante, e que as pessoas não sabem, é que você faz exercício de musculação antes do aeróbico, você inibe uma proteína que faz que seu musculo não cresça tanto. Por isso é essencial que primeiro, você faça o aquecimento, no próprio aparelho com uma carga menor, depois passe para os exercícios de musculação de fato e finalize com os aeróbicos para queimar gordura – explica a Dra. Gabriela.

Já faz parte do senso comum a narrativa que prega que o ideal é fazer 5 dias de exercícios por semana. Porém, segundo a Dra. Gabriela Iervolino, o correto é que se comece com uma frequência mais baixa para se criar uma rotina, para depois ir aumentando a frequência segundo a capacidade de cada um. É melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada.

Vale lembrar que 1kg de gordura é diferente de 1kg de músculo. O peso pode ser o mesmo, porém a gordura tem muito mais volume, ocupando assim mais espaço em nosso organismo que o músculo. E o tecido muscular é considerado um órgão metabólico também, sendo responsável por liberar alguns hormônios bons para o organismo, além de proteger o osso, dar equilibro e acelerar o metabolismo.

Não podemos deixar de falar também da irisina, hormônio, responsável por induzir o fenômeno chamado “Browing” que ajuda na conversão do tecido de gordura branco em tecido de gordura marrom, ou seja, ela favorece o escurecimento da gordura, o que é benéfico para o nosso organismo, uma vez que a gordura branca é muito mais inflamatória, além de estar ligada às disfunções metabólicas. A gordura mais escura favorece a queima de calorias, além de ajudar nos processos metabólicos e no aumento da captação da glicose e colesterol no sangue, melhorando o metabolismo independente da perda de peso – finalizou a Dra. Gabriela Iervolino





CRÉDITO:

Dra. Gabriela Iervolino é Médica, Endocrinologista formada pela UNIFESP e FMABC, titulada pela SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
https://dragabrielaiervolino.com.br/
@dra.gabrielaiervolino

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Fumar pode ocasionar problemas auditivos




Tabagistas devem abandonar o vício para manter a saúde dos ouvidos em dia


Alcatrão, monóxido de carbono, nicotina, formol, solventes e amônia são apenas algumas das cerca de 4700 substâncias tóxicas que compõem o cigarro. Essas substâncias somadas aos outros presentes no cigarro causam, dentre vários problemas de saúde, a diminuição na capacidade de oxigenação sanguínea, causando obstruções vasculares e alterando a resistência que o sangue oferece ao seu próprio movimento. E o que isso tem a ver com a audição?

A Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães otorrinolaringologista e otoneurologista, de Curitiba, explica resumidamente. “Os ouvidos possuem estruturas muito sensíveis e qualquer mudança na circulação sanguínea pode afetá-los. A redução do oxigênio e de nutrientes no órgão provoca a morte das células auditivas, ocasionando perda de audição progressiva,” diz.

A dependência é causada pela nicotina, uma substância que estimula o cérebro ao prazer e está presente no tabaco. "Ao entrar em contato com a corrente sanguínea, a nicotina provoca uma sensação de bem-estar, relaxamento e minimiza a ansiedade", explica.
A lista de malefícios provocados pelo tabagismo é grande e inclui alterações auditivas. De acordo com um estudo apresentado como dissertação de mestrado da Unifesp, quem fuma, no mínimo, cinco cigarros por dia há mais de um ano tem quatro vezes mais chances de sofrer com zumbido. Foram avaliados 72 fumantes e 72 não fumantes, com idade entre 20 e 31 anos e de ambos os sexos. "O zumbido é um sintoma percebido na cabeça ou nos ouvidos sem a presença de uma fonte sonora externa. A perda de audição e alterações no sistema auditivo são as suas principais causas", ressalta a médica, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Parar de fumar traz benefícios a curto e longo prazo


Rita destaca que a melhor maneira de evitar os danos do cigarro é parar de fumar o mais rápido possível. Ficar 20 minutos longe do tabaco contribui para a redução da frequência cardíaca e da pressão sanguínea e em duas horas já não há mais nicotina no organismo. Em 72 horas sem o produto, a quantidade de monóxido de carbono no corpo é normalizada. "Com o passar do tempo, a função respiratória é recuperada e a oxigenação dos tecidos volta ao normal, contribuindo para a saúde dos ouvidos e de todo o organismo", enfatiza a médica.

Dois anos sem fumar reduz pela metade as chances de ocorrer algum evento cardiovascular e em 10 anos o organismo do ex-fumante corre menos riscos de ter câncer. Quanto menor for o tempo do vício e a intensidade de consumo do cigarro, mais cedo os benefícios irão surgir. "O ideal é parar de fumar gradualmente para minimizar os sintomas de abstinência, que são desagradáveis e desencorajam o indivíduo a seguir em frente. O fumante deve procurar um médico especializado para que seja indicada a melhor estratégia terapêutica para interromper o hábito", acrescenta.

Rita, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR, dá algumas orientações para ajudar os fumantes que desejam largar o vício:

- Retarde a hora de fumar o primeiro cigarro. Assim você passará a consumir menos cigarros por dia;
- Pratique exercícios físicos. A atividade física provoca bem-estar, reduz a ansiedade, ajuda a melhorar os sistemas respiratório e cardiovascular e ainda contribui para a manutenção do peso;
- Mude seus hábitos. Evite locais onde há fumantes e mude atitudes que incentivem o uso do cigarro.
- Escove os dentes após as refeições. O gosto da comida na boca aumenta a vontade de fumar.
- Evite o consumo de bebidas alcoólicas.


Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)

Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR

Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com

quarta-feira, 22 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: Vereador desmente lotação de hospitais em Santo André



Segundo os vídeos que eu vou mostrar aqui, o vereador Sargento Lobo visitou a UPA de Santo André, o Cemitério Curuçá e o Hospital de Campanha Pedro Dellantonia, vazios e sem atendimento e desmentiu a declaração da  Secretária da saúde da cidade de Santo Andre, através do secretário Marcio Chaves, que concedeu uma entrevista ao portal RD Notícias, informando que 77% dos leitos de UTI e terapia intensiva da cidade estavam lotados, alegando ter 1277 casos notificados, 270 confirmados e 134 internados. Alegou também que 357 leitos disponíveis para a população, mais da metade está ocupado. (Assista o vídeo da entrevista na íntegra)

No site da Secretaria de Saúde tem uma informação que reforça que as UPAs e Unidades de Saúde continuam sendo a referência para o atendimento inicial de casos de coronavírus. Os hospitais de campanha funcionarão como retaguarda do serviço público de saúde e os pacientes chegarão, exclusivamente, transferidos por ambulâncias.

O hospital de campanha do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia possui 180 leitos distribuídos em três ginásios e está estruturado para receber pacientes de baixa, média ou alta complexidade. Ainda no mês de abril será entregue o hospital de campanha localizado no Estádio Bruno José Daniel, o que vai garantir reforço de mais 120 leitos.

A Prefeitura de Santo André também está instalando um terceiro hospital de campanha na Universidade Federal do ABC (UFABC). Serão 100 novos leitos, com previsão de inauguração para o começo de maio. Somando todas as entregas, o município vai totalizar 400 novos leitos.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: A secretaria da saúde de Santo André teria como mostrar imagens comprovando que os leitos do Centro Hospitalar Municipal Dr. Newton da Costa Brandão estão  lotados e com ocupação máxima?

Assista os vídeos cujos links estão na descrição.
https://www.facebook.com/sargentolobo/videos/2837348299719862/
https://www.facebook.com/watch/?v=1755655287928769
https://www.facebook.com/sargentolobo/videos/671382360282086/?eid=ARCMomNEMPZ2WBBiCnHkiH2B9pAttww3Kpeo8YvMOn4TKdkL8dCWiju-guH9GyuTFGpzAa18jwmqm1yF
https://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/noticias/item/13496-hospital-de-campanha-do-complexo-pedro-dell-antonia-recebe-primeiras-pacientes

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Fiocruz Minas participa de estudo para vacina contra Covid-19


Pesquisadores da Fiocruz Minas estão integrando uma rede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV) para o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). O estudo terá como base uma técnica elaborada pelo Grupo de Imunologia de Doenças Virais da Fiocruz Minas, que utiliza o vírus da influenza para gerar resposta imunológica contra o novo coronavírus.

“A técnica consiste em usar o vírus da influenza como vetor vacinal. Como se trata de um vírus defectivo para a multiplicação, ele não causa a doença, mas gera produção de anticorpos. Com esse processo, uma das possibilidades é desenvolver uma vacina bivalente, que possa ser usada contra influenza e contra o coronavírus”, explica o pesquisador Ricardo Gazzinelli, líder do Grupo de Imunopatologia da Fiocruz Minas e coordenador do INCTV. A rede de estudo no INCT, sediado em Belo Horizonte, é formada por laboratórios de diferentes instituições.

A pesquisa envolve diversas etapas. Para iniciar o estudo, os pesquisadores trabalharão na construção do vírus recombinante. O vírus da influenza será modificado dentro do laboratório para que ele possa transportar parte da proteína do novo coronavírus, que lhe dará capacidade de oferecer proteção contra a Covid-19.

“Terminada esta etapa de construção, serão feitos testes em células infectadas para avaliar se o vírus de fato está produzindo a proteína do Sars-CoV-2. Trata-se de um ‘teste de qualidade do vírus’. A partir daí, iniciam-se novos processos que envolvem testes em camundongos e, futuramente, ensaios clínicos”, explica o pesquisador Alexandre Machado, do Grupo de Imunologia de Doenças Virais da Fiocruz Minas, que está à frente do desenvolvimento desta técnica.

De acordo com Machado, o estudo conta com vários parceiros, que atuarão em diferentes fases da pesquisa. “Trata-se de um esforço coletivo envolvendo os vários membros da minha equipe: pós-doutorandos e alunos de pós-graduação, os quais estão na linha de frente deste projeto, e a colaboração com pesquisadores de diferentes instituições do Brasil, atuando conjuntamente e somando esforços para termos uma vacina nacional, que possa ser distribuída pelo Sistema Único de Saúde [SUS]”, destaca.

Gazzinelli ressalta que, embora as atividades já estejam em andamento, o desenvolvimento de uma vacina leva tempo. Em situações de calamidade pública, como a atual, em que as decisões relacionadas a financiamento são mais céleres, é possível chegar a resultados em torno de dois anos a três anos. “Este é um momento importante em que a ciência vem sendo chamada e nós estamos preparados para dar a nossa contribuição”, afirma.

Os projetos do INCTV são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

domingo, 22 de dezembro de 2019

Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) coloca em risco tratamentos especializados


Portadores de autismo podem ficar sem tratamento custeado por planos de saúde

“Se essa decisão for aplicada para todos os casos, eu acho que ela acabaria com a vida de todas as famílias dos autistas que hoje podem receber um tratamento digno do plano de saúde”. Foi dessa forma que a terapeuta Josiane Mariano, mãe do Heitor, de 9 anos portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), definiu a decisão unânime da 4ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desta terça-feira (10/12). A decisão proferida entende que os planos de saúde não são obrigados a custear qualquer tratamento que não esteja previsto no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O documento, atualizado a cada dois anos, define quais procedimentos deverão ser cobertos pelas operadoras obrigatoriamente, o que muitas vezes envolve medicamentos para doenças raras, paralisia cerebral ou câncer, por exemplo.

Para a advogada especialista em direito médico e da saúde, Debora Lubke, a decisão dos ministros interfere diretamente no tratamento de saúde dos usuários de plano de saúde:

“Até o momento, o STJ mantinha o entendimento de que o Rol da ANS era meramente exemplificativo e que se o contrato de plano de saúde não exclui a cobertura de determinada doença, não poderia restringir o tipo de tratamento. Entretanto, houve agora essa mudança no entendimento da 4ª Turma. A decisão proferida não é definitiva e não possui caráter vinculativo, mas se for mantida pela 3ª Turma do STJ, pode impactar em muitos casos em trâmite no judiciário”.

A discussão foi motivada depois que a segurada de um plano de saúde de Londrina/PR teve o pedido de cobertura de uma cirurgia na coluna que não estava prevista no rol de cobertura básica negada. O relator, ministro Luis Felipe Salomão, fundamentou o voto alegando que o rol da ANS não é meramente exemplificativo, tratando-se de um mínimo obrigatório para as operadoras de planos de saúde. Dessa forma, o que estaria disponível para a segurada seriam os procedimentos previstos no Rol da ANS. Outros quatro ministros tiveram o mesmo entendimento: Raul Araújo, Isabel Galotti, Antônio Carlos Ferreira e Marco Buzzi.

Para os advogados de defesa da segurada, Su-Ellen de Oliveira Vianna e Adriano Moro Bittencourt, a decisão nada mais é do que o resultado da ação dos planos de saúde, que com seu poderio econômico formam um lobby, e em busca de vantagens financeiras, objetivando o menor custo nos tratamentos fornecidos aos seus beneficiários, lesando-os:

“Na realidade quase todos os planos de saúde são empresas que objetivam o lucro, e não o tratamento de saúde, o bem estar do ser humano. São contratados por uma variedade de pessoas, de diversas classes sociais e etnias, que objetivam, toda a assistência no tratamento de suas mazelas, independentemente de valores. A decisão, a nosso ver, é totalmente descabida e beira a ilegalidade, pois afronta a Constituição Federal ao autorizar que os planos de saúde cubram apenas o mínimo previsto na resolução da ANS. A nós, os procuradores da autora da ação, julgada pela 4° turma do STJ, caberá recarregar as energias, e partir para mais uma batalha, objetivando o fim desta guerra”.

A decisão da 4ª Turma do STJ, se confirmada pela 3ª Turma, pode atingir diretamente centenas de autistas em todo o país que, como o Heitor, tiveram que recorrer à Justiça para garantir a cobertura de tratamentos multidisciplinares pelos planos de saúde. A família da criança entrou com ação na Justiça assim que recebeu o diagnóstico de autismo e teve todo o tratamento de saúde negado pelo seu plano de saúde, quando Heitor tinha apenas 2 anos e 2 meses. Atualmente, o tratamento do menino é custeado pelo plano de saúde.

“Só assim que garanto aquilo que considero por direito, porque todo mundo tem direito à saúde. Para que meu filho tenha uma melhor qualidade de vida, ele depende dos tratamentos que vem recebendo e que agora corre o risco de perder”, explica Josiane.

O Transtorno do Espectro Autista envolve diversas patologias que prejudicam o desenvolvimento neurológico do paciente, além de possuir características que podem causar prejuízos para o desenvolvimento do portador: dificuldade de comunicação, de socialização e comportamentos repetitivos. A Lei 9656/98, que dispõe sobre planos e seguros de saúde, determina a cobertura obrigatória para doenças listadas na Classificação Estatística Internacional 10 (CID-10), que trata sobre enfermidades padronizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os direitos dos portadores do TEA estão garantidos ainda na Lei 12.764/12, que prevê a obrigatoriedade do fornecimento de atendimento multiprofissional para os pacientes que forem diagnosticados com autismo, além de garantias à saúde específicas como “atenção às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes”. A Justiça garante, ainda, o direito ao tratamento por meio da psicologia comportamental humana, conhecido como Análise do Comportamento Aplicada (ABA). O tratamento é comprovado, reconhecido cientificamente e aplicado por diversos países no tratamento do autismo.

Segundo a ADUSEPS (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde), cabe ao médico responsável pelo caso, determinar o tratamento apropriado para alcançar a cura ou amenizar os efeitos da enfermidade do paciente, desta forma, o plano de saúde não está habilitado, tampouco autorizado, a restringir as alternativas cabíveis para o restabelecimento da saúde do segurado, sob pena de colocar em risco a vida do enfermo.

Depois de publicada no Diário Oficial, o caso pode voltar a ser discutido na 2ª seção da Corte, para análise da 3ª Turma do STJ, da qual fazem parte os ministros: Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino, Vilas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

Para Josiane, os próximos meses serão de indecisão. Ela conta que a angústia da espera já tomou conta de toda a família:

“Realizar a terapia adequada no tratamento para meu filho foi muito importante para o desenvolvimento dele, uma vez que através disso ele pode agregar muitas habilidades que para muitos é considerada simples, como se vestir, calçar os sapatos, escovar os dentes, por exemplo, mas para uma criança autista que não realizava pequenas ações, isso é uma grande conquista. Vejo de perto a evolução dele e só de pensar em perder o direito ao tratamento de saúde eu entro em desespero! Não consigo imaginar meu filho perder toda essa evolução no tratamento e regredir. Toda essa melhora em seu comportamento só foi possível através do custeio pelo plano de saúde, pois minha família não possui condições financeiras de custear o tratamento. Não estão tirando apenas um tratamento, estão tirando a qualidade de vida do meu filho e de toda nossa família, onde todos nós sofreremos e seremos impactos juntos, todos nós perderemos nossa saúde! Seria um custo muito maior para o plano de saúde, que terá que cuidar de todos nós também”, finaliza a mãe.


Rol de procedimentos da ANS


O rol de Procedimentos e Eventos em Saúde estabelecido pela ANS foi definido pela Resolução de Conselho de Saúde Suplementar e garante o direito assistencial dos beneficiários dos planos de saúde, válida para planos de saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999, contemplando os procedimentos considerados indispensáveis ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças e eventos em saúde, em cumprimento ao disposto na Lei nº 9656/98. A última atualização do rol de procedimentos foi em 2018, quando foi incorporado, pela primeira vez, um medicamento para o tratamento da esclerose múltipla. A atualização acontece a cada dois anos.

Para saber quais procedimentos fazem parte do rol da ANS acesse: www.ans.gov.br


O rol da a ANS é meramente exemplificativo. Cobertura mínima


Sobre o rol de procedimentos da ANS, a ADUSEPS (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde), relata que o mesmo não se refere a uma tabela vinculativa, mas de cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde:

“É o mínimo que uma empresa de plano e seguro saúde pode fazer. O rol da ANS é desserviço ao consumidor. A ANS procurou uma forma de agradar a gregos e troianos e criou o rol, que para o consumidor desavisado parece oferecer garantias e para as empresas de planos de saúde, aparentemente, diminui sua obrigação de dar a assistência obrigatória prevista no artigo 10 e 12 da Lei 9656/98. Não existe preocupação alguma nem nenhuma atenção ao que realmente o beneficiário precisa, agem com crueldade ao “escolher” qual o evento que será coberto pelo seguro saúde”.

E reforça ainda que as controvérsias sobre a ausência de cobertura devido à limitação do rol da ANS devem ser consideradas como uma prática abusiva de exclusão cometida por um ente público.

“A não cobertura de procedimentos exclui do consumidor a tecnologia na evolução da medicina, ou seja, o rol fere o direito do consumidor que adquiriu um seguro saúde referência e regulado, sendo a forma legal que a ANS encontrou para excluir tratamentos urgentes e modernos”.

Diante de todo o exposto, para que a grande maioria dos cidadãos brasileiros, os quais são usuários de planos de saúde, tenha acesso à medicina moderna e a novas tecnologias registradas na ANVISA, a ADUSEPS (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde), pontua:

a) Que o julgamento em tela reconheça o rol da ANS como meramente exemplificativo de tratamentos, materiais, procedimentos e medicamentos, os quais deverão ter registro na ANVISA, a fim de poder ser liberado para os usuários dos planos, seguros e sistemas de saúde;

b) Que, em nome da liberdade no exercício da profissão do médico, o médico assistente, que realiza a consulta clínica, que tem acesso ao paciente e às suas idiossincrasias orgânicas, conhecendo a predisposição particular do organismo, que faz que um indivíduo reaja de maneira pessoal à influência de agentes exteriores, seja o parâmetro a ser seguido pelo julgador em caso de litígio, uma vez que goza da confiança do seu paciente, constituindo a autoridade indicada e imparcial para prescrever o tratamento;

c) Consequentemente, que os núcleos de apoio técnico - NATS sejam desconsiderados nas decisões judicias, até pelo modelo como opera atualmente, formados por técnicos já comprometidos com planos, seguros ou sistema de saúde, como ficou provado neste documento;

d) Que os tratamentos modernos sejam disponibilizados aos consumidores de saúde, como já foi dito, como único meio de resguardar suas vidas, tendo como requisitos a prescrição do médico assistente e o Registro na ANVISA;

e) Que seja reconhecido que não há risco ao equilíbrio econômico financeiro da operadora de saúde em casos de cobertura de procedimentos que estejam fora do rol da ANS;

f) Que seja entendido que o risco à vida e à saúde do jurisdicionado ocorrerá caso este não tenha acesso ao avanço da medicina;

g) Que resguarde os Princípios da Igualdade e da Isonomia Processual, reconhecendo que os planos de saúde podem dispor de profissionais qualificados, mas não para o caso concreto, pois têm o dever deontológico já comprometido com o plano de saúde, seus empregadores, não podendo vestir o manto da imparcialidade – haverá conflito de interesses, pesando sobre o profissional o fardo de atender ao seu empregador.

h) Que seja recebido o argumento de que a ANS constitui-se em autarquia especial da administração indireta, passível de decisões políticas, e que não haverá segurança jurídica se apenas o seu Rol de Procedimentos seja tomado como medida para cobertura de tratamentos, até porque o mesmo corresponde a coberturas mínimas, atualizando-se a cada dois anos, ficando defasado em relação ao avanço médico tecnológico.

Mais informações: Clique aqui

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Dores crônicas têm impacto direto na saúde e qualidade de vida

Ocorrência da dor, principalmente as que envolvem locomoção como pés e joelhos, é fator limitante para a vida que, além do físico, tem reflexos no emocional e social


Muitas pessoas sofrem de dores crônicas, um incômodo constante que, sem que a pessoa perceba, deixa de ser apenas um problema localizado e acaba refletindo na saúde e na qualidade de vida de forma global. Isso acontece pois, principalmente quando o desconforto envolve a locomoção – como dores nos pés, tornozelos e joelhos –, a rotina diária começa a sofrer limitações e, consequentemente, também os cuidados com a saúde.

Uma pessoa com dores acaba deixando de lado atividades do dia-a-dia que geram outros problemas e até mesmo doenças em um círculo vicioso:

Atividades Física – Em busca de um alívio para a dor, aos poucos as rotinas que envolvem qualquer tipo de atividade física acabam sendo evitadas, até os mais simples como uma caminhada, sair para comprar alimentos e até mesmo ir ao médico buscar ajuda.

Alimentação – A alimentação acaba sendo prejudicada. Além de evitar sair às compras mais vezes, o que não permite o consumo de alimentos frescos, também se torna um desafio ficar em pé para cozinhar.

Emocional – Tudo isso impede que a pessoa interaja socialmente com amigos e familiares e, até mesmo, que tenha uma boa performance em seu trabalho.

Muitas dores têm origem em problemas nos pés

Muitas das dores mais reclamadas pelas pessoas estão relacionadas aos pés, tornozelos e joelhos, que podem parecer um grande problema, no entanto já podem ser solucionadas de forma simples com ajuda da tecnologia.

Por exemplo, uma das principais causas de dores nas pernas tem origem no chamado “pé chato”. Apesar de muitas pessoas não serem diagnosticadas com o problema na juventude, é algo que pode surgir com o avanço da idade, principalmente em casos de sobrepeso e vida sedentária que fazem os músculos dos pés cederem e os arcos caírem. De acordo com uma pesquisa da empresa especializada Pés Sem Dor, na terceira idade 25,4% da população brasileira apresenta a falta da curvatura nos pés.

Com a queda dos arcos, o esqueleto se deforma e as pernas passam a apresentar o formato em “X” que, além dos pés, leva a dor para os tornozelos e os joelhos.

“Para pessoas que sofrem com os pés chatos, apenas o fato de ficar em pé pode ser algo doloroso. Pacientes descrevem a sensação de estarem pisando em bolas de golfe”, conta Mateus Martinez, Diretor de Fisioterapia da Pés Sem Dor.

Solução para as dores e mudança no estilo de vida são simples

No passado, para solucionar problemas como estes eram necessários calçados ortopédicos caros, extremamente desconfortáveis e que o alívio demorava para ser alcançado ou, muitas vezes, não resolviam o problema.

Atualmente, a tecnologia já permite uma solução muito mais simples e imediata com a confecção de palmilhas totalmente personalizadas e precisas para a necessidade de cada indivíduo e a diferença existente entre cada um dos pés.

Um exemplo disso é a tecnologia exclusiva desenvolvida pela Pés Sem Dor, uma empresa brasileira que utiliza escaneamento digital, inteligência artificial e impressão 3D na confecção de palmilhas. “O apoio correto e preciso da sola dos pés oferece um conforto instantâneo e a pessoa consegue voltar desfrutar de uma melhor qualidade de vidas”, explica Martinez.

Novo estilo de vida proporciona maior longevidade

A simples decisão de se adotar palmilhas ortopédicas e acabar com as dores crônicas causadas nos pés tem efeito direto em novos hábitos de estilo de vida e, consequentemente, maior longevidade.

Um exemplo claro disso é o próprio Sr. Thomas Case, empresário conhecido por ser o fundador e responsável pelo sucesso da plataforma de empregos online Catho e que, hoje, é proprietário da Pés Sem Dor.

Seu novo negócio surgiu exatamente quando Case sofria de dores e com pés totalmente chatos que limitavam muito sua locomação. Seu tornozelo esquerdo desabado causava estalos de dor, um desconforto sentido também em seus joelhos. Em busca de uma solução, encontrou alívio imediato ao adotar as palmilhas ortopédicas. Atualmente, com 82 anos, comanda e trabalha todos os dias na Pés Sem Dor e faz uma hora e meia de exercícios diariamente.

Sobre a Pés Sem Dor

Em 2009, Thomas Case buscava uma solução para seus próprios problemas com a dor devido aos seus pés chatos, tornozelos desabados e problemas no joelho. A simples confecção de uma palmilha ortopédica sob medida conseguiu alcançar um alívio total. A partir dessa experiência e com sua visão empreendedora, avaliou que este poderia ser um mercado muito interessante, já que dores desse tipo são um problema comum na rotina das pessoas.

Seu desafio na época era massificar o desenvolvimento e distribuição daquelas palmilhas até então produzidas de forma artesanal e, consequentemente, muito limitada. A partir desse propósito o negócio foi rapidamente estruturado com a realização de investimentos nas mais avançadas tecnologias de escaneamento digital, inteligência artificial e impressão 3D. Nascia então a Pés Sem Dor.

Atualmente, são 55 pontos de avaliação e vendas onde trabalham 108 fisioterapeutas. A linha de produção que recebe um a um os pedidos totalmente personalizados é composta por 110 impressoras, formando o maior parque de impressoras 3D do Brasil. Um processo totalmente sustentável sem produção de resíduos e ainda sem poluição sonora.

São diversos tipos de palmilhas, de acordo com seu uso, como as específicas para uso em tênis, chuteiras, sapatos de salto alto, chinelos, etc. Todas produzidas em filamentos de TPU (poliuretano termoplástico), um material que possui resistência e flexibilidade garantindo mais conforto e durabilidade.

www.pessemdor.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

UFSCar oferece tratamentos para dores no ombro e encurtamento da cápsula posterior

Podem participar dos exames gratuitos pessoas com idades entre 18 e 60 anos e índice de massa corporal menor que 28 kg/m²

O Laboratório de Avaliação e Intervenção do Complexo do Ombro do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza exames e tratamentos fisioterapêuticos gratuitos para pessoas com idades entre 18 e 60 anos que apresentem dores nos ombros. Podem participar pessoas que nunca tenham fraturado ou se submetido a cirurgia no ombro e que possuam índice de massa corporal (IMC) menor que 28 kg/m². O IMC é calculado pelo peso dividido pelo quadrado da altura (altura x altura) da pessoa. Os atendimentos são coordenados por Dayana Patricia Rosa, doutoranda do Programa de Pós Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar, sob orientação da docente Paula Rezende Camargo, também do DFisio.

Os estudos realizados por Dayana analisam a relação entre a dor no ombro e alterações nas estruturas da articulação, como o encurtamento da cápsula posterior. “Ainda não está bem estabelecido na literatura o que causa o encurtamento da cápsula posterior. Ele é muito recorrente em arremessadores e acredita-se que seja causado pelo estresse imposto na região posterior do ombro durante a fase de desaceleração. No entanto, pessoas com e sem dor no ombro também podem apresentar o encurtamento”, explica a doutoranda. Os prejuízos causados pelo encurtamento são a limitação do movimento do ombro, principalmente em sua rotação interna.

Para a determinação do encurtamento da cápsula posterior será realizado o teste de flexão do braço. O diagnóstico para dor no ombro será dado com base numa análise clínica e histórico relatado pelos participantes. As avaliações têm duração de até 1h30. Se a pessoa se enquadrar nos critérios de seleção, será inclusa no tratamento com 12 sessões gratuitas de fisioterapia.

As avaliações, que serão realizadas no Laboratório de Avaliação e Intervenção do Complexo do Ombro do DFisio, podem ser agendadas pelo telefone (16) 3306-6695 ou (16) 98125-9012 ou pelos emails dad_rosa@hotmail.com e dayanaprosa@gmail.com.




anexos: A pesquisadora Dayana Rosa
Pesquisa analisa dores nas articulações do ombro

domingo, 13 de dezembro de 2015

Governo envia larvicida para tratar 9 bilhões de litros de água

O Ministério da Saúde enviou, nesta semana, larvicida aos Estados do Nordeste e Sudeste suficiente para tratar um volume de água equivalente a 3.560 piscinas olímpicas. São mais 17,9 toneladas do produto utilizado para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e chickungunya.

O volume de larvicida é suficiente para proteger 8,9 bilhões de litros de água. Cada quilograma do produto é capaz de tratar 500 mil litros de água. O larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito.

O objetivo é manter as secretarias estaduais de Saúde abastecidas com um dos principais instrumentos para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Neste ano, foram enviadas 114,4 toneladas de larvicida para todo o país. Esse quantitativo garantiu o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água.

Para o próximo ano, o Ministério da Saúde já adquiriu mais 100 toneladas do produto, que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016. Entre outubro deste ano e junho do próximo ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 10 milhões.

Todos os insumos utilizados pelo Ministério da Saúde são de uso preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) podendo, inclusive ser utilizado em água para consumo humano. A quantidade enviada pelo Ministério da Saúde corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo.

A mobilização com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, e a compra de insumos e a disponibilidade de equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas integram uma das três frentes (Mobilização e combate ao mosquito) do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado este mês pela presidenta da República Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A orientação é que as secretarias estaduais e municipais de saúde verifiquem se a utilização do insumo está de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle da Dengue. Além disso, a secretarias devem realizar uma avaliação de risco, utilizando as informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento permite direcionar as ações de forma mais apropriada, de acordo com o tipo de depósito predominante em cada área.

O Ministério da Saúde reforça o caráter permanente das medidas de prevenção. Os gestores municipais devem priorizar a organização das ações de rotina que favoreçam o controle larvário por parte da população, adotando medidas físicas e ou mecânicas de remoção e/ou eliminação de criadouros quando possível.

É importante que as visitas domiciliares realizadas pelos agentes sejam planejadas, de modo que tenham cobertura, regularidade e qualidade. Além disso, é preciso desenvolver ações específicas em terrenos baldios, praças públicas e os estabelecimentos com alta vulnerabilidade à infestação do vetor, como cemitérios, borracharias, ferros velhos e postos de reciclagem de materiais.

A população também tem papel fundamental no processo de prevenção e controle da dengue, com a adoção de medidas simples, como a eliminação de recipientes que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Adulticidas

O Ministério também distribuiu, neste ano, 431.232 litros e 11.118 toneladas de adulticidas para os estados, produto utilizado para os fumacês e aplicação residual em pontos estratégicos (ferros velhos, borracharias, entre outros), e que mata o mosquito já na fase adulta.

Vale destacar que todas as ações de combate ao Aedes aegypti, tanto as mecânicas quanto o uso de produtos químicos, devem ser coordenadas. Nenhuma delas, sozinha, é capaz de impedir a proliferação do mosquito.

Campanha

A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização contra a dengue chama a atenção para importância da limpeza para eliminação dos focos do mosquito da dengue. “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”, apresenta a campanha.

O material alerta “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”, reforçando que o mesmo mosquito também transmite os vírus chikungunya e Zika. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Em 15 minutos, é possível fazer uma vistoria nas casas e eliminar os locais que podem se transformar em criadouros do Aedes aegyti.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Arthur Chioro recebe Ministro da Saúde da Alemanha nesta quinta-feira

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participa nesta quinta-feira (20) de vários encontros com representantes do governo alemão, durante a visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil. Às 9h, Chioro recebe, no Ministério da Saúde, o ministro da saúde da Alemanha, Hermann Grohe. Na reunião, será discutida a cooperação nas áreas de gestão da saúde, atenção à saúde, práticas regulatórias e pesquisa em saúde.

Às 11h20, o ministro Chioro participa de reunião no Palácio do Planalto, com as presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Alemanha, Ângela Merkel, juntamente com vários ministro brasileiros e alemães.

Às 13h, Arthur Chioro estará presente na declaração à imprensa, realizada no Palácio do Planalto.

Serviço:
Jantar oferecido pela Senhora Presidenta Dilma Rousseff
Data: 19 de agosto de 2015.
Horário: 20h30
Local: Palácio da Alvorada
Cobertura: imprensa oficial

Encontro com o ministro da saúde da Alemanha, Hermann Grohe
Data: 20 de agosto de 2015.
Horário: 09h
Local: Ministério da Saúde, Bloco G, 5º andar

Reunião com a comitiva da chanceler alemã, Angela Merkel.
Data: 20 de agosto de 2015.
Horário: 11:20h.
Local: Palácio da Alvorada (Sala Suprema)

Declaração à imprensa
Data: 20 de agosto de 2015.
Horário: 13:00h.
Local: Palácio da Alvorada (Salão Leste)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Neo Química apresenta 6 curiosidades sobre os genéricos

Classe de medicamentos está presente no país desde 1999

No dia 20 de maio é comemorado o dia do medicamento genérico. Existentes no Brasil desde 1999, os genéricos revolucionaram o mercado farmacêutico brasileiro e permitiram que todos os laboratórios tivessem total liberdade para produzir medicamentos com patentes expiradas com um custo inferior aos de referência. A Neo Química, segunda marca em volume no mercado nacional de genéricos, traz seis curiosidades sobre eles:

1- Qual a origem dos genéricos?

Os medicamentos genéricos surgiram nos anos 1960 nos EUA. O objetivo do governo americano era baratear os gastos com a saúde pública e aumentar a oferta de remédios seguros e eficazes. Para isso, idealizou a criação dos genéricos por meio de leis específicas que regulamentaram as regras do mercado de patentes.

2- O que é o genérico?

É um medicamento que possui o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. O genérico é exatamente o mesmo se comparado ao de referência, pois sua composição química é idêntica.

3- Por que eles são mais baratos?

Isso ocorre porque os genéricos são cópias exatas dos medicamentos de referência com patentes expiradas, mas não necessitam arcar com gastos de pesquisas de desenvolvimento de moléculas e princípios ativos e nem com publicidade. Eles devem ser obrigatoriamente 35% mais baratos, mas custam em média 50% menos do que os de referência.

4- Por que são considerados seguros?

Os genéricos passam pelo chamado teste de bioequivalência, que visa comprovar sua eficácia. Além disso, eles são fabricados com o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica e possuem via de administração, posologia e indicação terapêutica idêntica aos de referência.

5- Qual a participação dos genéricos no Brasil?

Segundo dados da IMS Health, os genéricos representam 28% das vendas de medicamentos no Brasil. Em alguns países como o Reino Unido, a participação chega a 60%.

6- Quantos genéricos existem no Brasil?

Segundo dados da Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), hoje são mais 21 mil apresentações para a maioria das doenças conhecidas.

Sobre Neo Química

Adquirida pela Hypermarcas em 2009, a Neo Química aumentou sua força e participação no mercado de medicamentos e se consolidou como uma das principais marcas do segmento farmacêutico brasileiro. Com mais de cinco décadas de história, contabiliza mais de 120 moléculas e 190 apresentações de genéricos; e mais de 140 marcas e 240 apresentações de similares. Hoje, a Neo Química é líder nacional em similares e vice-líder (em volume) em genéricos.

Recentemente, o site de Neo Química foi adaptado para dispositivos móveis e traz informações sobre todos os medicamentos genéricos e similares da marca, além de vídeos, campanhas e a seção “Qualidade de Vida” – com informações e dicas de saúde para esclarecer dúvidas das famílias brasileiras. Farmacêuticos e balconistas possuem uma área exclusiva com conteúdo voltado especialmente para auxiliar o trabalho dos profissionais da área da saúde. Acessewww.neoquimica.com.br e confira.

quarta-feira, 26 de março de 2014

SONO E SAÚDE: DICAS ESSENCIAIS PARA O SEU BEM-ESTAR


Coloque em prática hábitos que propiciem o bem-estar

O dia-a-dia do mundo moderno exige dos indivíduos o cumprimento de uma infinidade de compromissos e responsabilidades com o trabalho, filhos, vida pessoal e social. Com tantas obrigações, fica cada vez mais difícil deitar a cabeça no travesseiro e tirar um merecido sono, daquele que faz o corpo relaxar totalmente, deixando a pessoa disposta para os desafios do dia seguinte.

Segundo a consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi, dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado, mas para manter a saúde em dia, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade. “Um sono de qualidade deve passar por todas as fases necessárias para que o corpo recupere as energias do dia. Para que isso ocorra, é importante que todas as etapas sejam vividas completamente, desde o sono mais leve até o mais profundo”, esclarece.

O sono humano divide-se em dois tipos fisiologicamente distintos: sono REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos olhos"), quando acontecem os sonhos e se acorda com mais facilidade, e sono NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos"), classificado em quatro estágios distintos e responsável por cerca de 75% do tempo do sono.

Quanto ao sono NREM, o primeiro estágio é uma fase transitória entre vigília e sono, onde podemos ser facilmente acordados. O segundo estágio é o tempo mais longo de sono e pode ainda ser superficial. Nele, cessam os movimentos oculares, as ondas cerebrais ficam mais lentas e há diminuição na temperatura do corpo e frequência cardíaca. O terceiro e quarto estágios compreende o sono mais profundo, quando há relaxamento muscular intensificado. “Nessa etapa o cérebro está ‘desligado’ e o corpo tem queda do seu metabolismo, com fluxo sanguíneo em velocidade reduzida com o objetivo de recuperar as energias gastas durante o dia. É muito difícil acordar alguém nesta última fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao terceiro estágio, por cinco minutos, e ao segundo estágio, por mais quinze minutos. Entra, então, no sono REM”, explica Renata.

A interrupção ou incompletude de qualquer uma das fases acarretam um sono de má qualidade, que em longo prazo pode prejudicar o equilíbrio do organismo e a saúde, com sintomas como a falta de vigor físico, o envelhecimento precoce, a diminuição do tônus muscular, o comprometimento do sistema imunológico, a tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e a perda crônica da memória. Em curto prazo, os riscos abrangem cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Portanto, fique atento às recomendações da Consultora do Sono e garanta o tão sonhado descanso:

Atenção à postura

A postura correta ao dormir é imprescindível para um repouso de qualidade. A posição de lado é a mais indicada pelos especialistas. Utilize um travesseiro para apoio da cabeça, em altura que se encaixe perfeitamente entre ela e o colchão, formando um ângulo de 90 graus no pescoço. Os joelhos devem estar semiflexionados com um travesseiro ou um Rolinho, por exemplo, entre eles;

Silêncio e ambiente escuro

Mantenha o ambiente escuro. A claridade interfere na produção da melatonina, o hormônio que avisa o cérebro que já é hora de dormir. Além disso, evite atividades que atrapalhem um sono profundo, como assistir TV deitado na cama, utilizar o computador ou ficar horas jogando em celulares. É importante lembrar que o quarto é um local de descanso;

Alimentos leves e ricos em triptofano

Fazer refeições antes de deitar e, principalmente, ingerir alimentos que promovem o aumento dos níveis de insulina, pode influenciar na má qualidade do sono. Quanto maior a refeição noturna, maior a dificuldade de digestão. Portanto, alimente-se até 3 horas antes de ir pra cama e dê preferência a alimentos que ajudam a relaxar, entre eles, alface, maçã, pepino, salsão e ervas, como a camomila e a cidreira. Alimentos ricos em triptofano, como banana, leite, queijo branco, abacate e soja, também ajudam a proporcionar noites bem dormidas, pois participam da formação da melatonina;

Horas de descanso

Um sono reparador mantém a saúde em dia, melhora a disposição e o desempenho das atividades intrínsecas a qualquer indivíduo. Descanse, pelo menos, de sete a oito horas. Isso contribui para o desenvolvimento normal do cérebro e para os processos de memória e aprendizagem;
 
Atividades relaxantes

Procure relaxar. Até três ou quatro horas antes de deitar faça alguns movimentos tranquilos de alongamento. Ao liberar a adrenalina, o exercício físico aquece e relaxa a musculatura, evitando lesões, dores musculares e problemas ortopédicos.

Sobre a Duoflex

Empresa 100% nacional, a Duoflex está presente há mais de 20 anos no mercado. Lançou com exclusividade no Brasil a espuma especial viscoelástica NASA, além de ter sido a primeira empresa da América do Sul a fabricar travesseiros Natural Látex e a única a produzir os travesseiros de Altura Regulável. Site: www.duoflex.com.br