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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

13 DE NOVEMBRO - DIA DA GENTILEZA 0 GIULIANA FLORES DISTRIBUIRÁ FLORES EM SÃO CAETANO

Dia da Gentileza na Giuliana Flores




Para incentivar a gentileza entre as pessoas, a Giuliana Flores irá distribuir rosas para aflorar essa data. Participe!

Pode parecer clichê, mas a frase “gentileza gera gentileza” é sincera e verídica. No dia 13 de novembro é comemorada a data, criada em 1996 com a intenção de incentivar um mundo mais gentil.

Para fazer jus à data e aquecer os corações nesse dia, a Giuliana Flores, maior e-commerce de flores da América Latina, presente no mercado há mais de 30 anos, marcando presença nos momentos mais especiais, vai promover uma ação superespecial.

Em homenagem à data, a marca irá montar um balcão em frente à loja Monte Alegre, em São Caetano do Sul, e irá distribuir rosas no dia 12 de novembro, das 10h às 18h, com um card: “Simples atos movem o mundo”, como forma de mostrar como a gratidão por alguém ou por situações da vida é extremamente importante. Junto a gentileza, quem receber a rosa ainda vai ganhar um cupom de desconto na loja e site para continuar espalhando essa ação.

“Quando recebemos feedbacks dos nossos clientes superfelizes ao receberem algum presente ou flores da GF, o sentimento de gratidão invade toda a equipe, vivemos esse sentimento todos os dias e queremos transmitir a todas as pessoas neste dia que elas possam sentir gratas por simples gestos de amor e carinho”, afirma Clóvis Souza, CEO e fundador da Giuliana Flores.


Sobre a Giuliana Flores

Criada há mais de 30 anos pelo empreendedor Clóvis Souza, a Giuliana Flores foi uma das primeiras lojas virtuais de flores e presentes do Brasil, nascida em 2000. Enfrentando o “boom” da internet, quando várias empresas “ponto.com” fecharam, a marca se fortaleceu e hoje se posiciona como líder no segmento. Entre seus diferenciais, estão a constante preocupação com a combinação de flores e arranjos para agradar aos mais variados gostos e estilos, além das fortes parcerias com marcas de luxo como Ferrero Rocher, Nestlé,Heineken, Milka,Natura, Havanna, Lindt, Chandon, Rommanel, Vivedas, Uatt?, Kopenhagen, entre muitas outras, oferecendo produtos exclusivos ao e-consumidor. Atualmente, a Giuliana Flores conta com 280 mil visitantes únicos/mês, compostos por um público pertencente às classes AA, A e B, com idade média entre 25 e 55 anos e atende a mais de 5 mil cidades. O portal ganhou o Prêmio Época Reclame AQUI nos anos de 2013, 2016, 2017 e 2018, todos na categoria E-commerce – Floricultura, e conta com o selo de empresa reconhecida pelos sites Bondfaro e Buscapé, Loja Ouro pelo e-bit e Selo Site Blindado. Para mais informações, acesse: www.giulianaflores.com.br.

Parada de Natal inaugura decoração do Atrium Shopping em grande estilo


Neste sábado, 13, desfile convida público a entrar no clima natalino


Neste sábado, 13, quem passar pelo Atrium Shopping pode acompanhar a inauguração da decoração natalina com a Parada de Natal, desfile com personagens clássicos da Vila do Noel e o próprio bom velhinho, às 14h e às 16h.

O encantamento do público de todas as idades está garantido na Vila do Noel, localizada no Piso 2 ao lado da Praça de Alimentação, que apresenta cenografia repleta de magia com direito a casinhas de duendes e ursinhos que se movimentam. Um túnel de luzes conduz os visitantes pelo trajeto, local ideal para quem gosta de um cenário ‘instagramável’.

Este ano, já vacinado, o bom velhinho está de volta! Depois de participar da Parada de Natal nos dois horários ele aguarda ansiosamente o reencontro com a criançada em seu trono, também no Piso 2. Seguindo todos os protocolos de segurança, o Papai Noel recebe os pequenos de segunda a sábado, das 14h às 22h e aos domingos e feriados das 14h às 20h.

Para não gerar aglomeração, a parada passará por todos os corredores do shopping com personagens encantados marcando a comemoração da data mais emocionante do ano.

Além de toda magia da decoração, até 26 de dezembro os clientes do empreendimento que somarem 200 reais em compras ganham um número da sorte para concorrer a um Hyundai HB20 0km. De segunda a quinta-feira os cupons serão em dobro.

Para participar é muito simples: basta acessar o site do shopping e cadastrar as notas fiscais. Outra opção é trocá-las no balcão de autoatendimento, no piso térreo.

Confira o regulamento completo em www.atriumshoppingsantoandre.com.br

Atrium Shopping


Vila do Noel
De 13 de novembro a 3 de janeiro
Parada de Natal: Dia 13 de novembro às 14h e às 16h
Papai Noel: de 13 de novembro a 24 de dezembro de segunda a sábado das 14h às 22h. Aos domingos e feriados das 14h às 20h.
Promoção de Natal: A cada 200 reais em compras concorra a 1 Hyundai HB20 0km
Endereço: Rua Giovanni Battista Pirelli, 155 - Vila Homero Thon, Santo André
Telefone e WhatsApp: (11) 3135-4500
Estacionamento visitantes: De segunda-feira a sábado e feriados: 9 reais até 2 horas + 2 reais a cada 2 horas adicionais.

Sobre o Atrium Shopping
O Atrium Shopping está localizado em uma das principais vias de Santo André, dentro do projeto multiuso na Rua Giovanni Batista Pirelli. Possui mais de 83 mil m² de área construída, com dois pavimentos de estacionamento e três de lojas. O centro de compras destaca-se pela presença da unidade do Poupatempo, além das maiores âncoras do varejo, como Renner, Casas Bahia, Lojas Americanas, Pernambucanas, Marisa, Riachuelo, Ri Happy, Besni, Di Gaspi, Carrefour Express, Rock & Ribs, Preçolândia e 1A99. Entre as opções de lazer, está o Cinemark, com 7 salas e equipamentos de alta tecnologia. A praça de alimentação possui 20 operações (McDonald’s, Burger King, SuperGrill, entre outras). O Atrium Shopping foi inaugurado em 29 de outubro de 2013.

Sobre o Grupo AD
A AD Shopping, maior administradora independente de shopping centers do País, está presente em todas as regiões brasileiras. Seu portfólio é composto por 40 empreendimentos de diversos formatos, localizados tanto em capitais quanto no interior. São 30 anos de experiência em planejamento, comercialização e gestão de shopping centers. Além do marketplace para shoppings, o Grupo AD lançou recentemente a AlugueON, plataforma digital de locação de lojas e merchandising, que vai facilitar a prospecção dos locatários na obtenção do ponto comercial em sua estratégia de expansão comercial; seja em lojas, quiosques ou mídia no mall.






sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Instituto Êxito de Empreendedorismo e Projeto Tia Egle assinam convênio para capacitação de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade


Parceria atuará por meio de cursos profissionalizantes na plataforma digital do Instituto para um público de mais de 300 pessoas de Santos, no litoral paulista


O Instituto Êxito de Empreendedorismo e o Projeto Tia Egle firmaram convênio para promover a capacitação de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, moradores da região da Zona Noroeste de Santos, litoral do Estado de São Paulo. A parceria irá disponibilizar os mais de 600 conteúdos gratuitos da plataforma digital do Instituto, entre cursos, palestras, vídeos inspiracionais e mentorias.

Aos estudantes que não possuem acesso à internet, o Projeto Tia Egle disponibilizará o seu espaço para facilitar o acompanhamento das aulas, gerando a inclusão coletiva de todo o público da região. “O convênio é uma grande oportunidade de levar a educação empreendedora a pessoas carentes, reafirmando que a educação é uma das principais formas de resgatar, integrar e transformar a vida desses jovens e adultos”, afirma o presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, Janguiê Diniz. “A parceria do Projeto Tia Egle com o Instituto auxilia no crescimento do empreendedorismo como um todo e acontece em um momento muito importante, em que vamos inserir o empreendedorismo na vida desses mais de 300 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social”, completa.

De acordo com a idealizadora do Projeto Tia Egle, Egle Rodrigues, o convênio inaugura um novo passo para formação dos jovens e adultos em situação de risco da Zona Noroeste de Santos, que terão a oportunidade de capacitação profissional de forma gratuita. “Nesse momento em que a maioria das pessoas está despreparada e descapacitada, o Instituto Êxito de Empreendedorismo chega na nossa vida como uma brisa fresca de esperança e para fomentar a importância de oportunidade. A parceria chega dessa forma bem legal e ampla e eu preciso muito que isso se perpetue, pois acredito que o que traz as pessoas para dentro dos seus sonhos é a capacidade que elas têm de se formarem”, pontua. “O que traz as pessoas para dentro do que elas fazem é buscar possibilidades. Estou muito feliz com essa parceria”, finaliza.

Os mais de 600 conteúdos gratuitos na plataforma virtual do Instituto Êxito de Empreendedorismo estão disponíveis no site da Instituição (www.institutoexito.com.br). Os usuários também terão acesso às mentorias online, realizadas pelo aplicativo Toolzz Mentor, por grandes nomes do empreendedorismo e sócios do Instituto, como: José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC); Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional; Guilherme Benchimol, fundador da XP Inc.; Antônio Carbonari Netto, fundador da Anhanguera Educacional; Carol Paiffer, presidente da Atom; João Appolinário, fundador e CEO da Polishop; Ricardo Bellino, empreendedor serial; Geraldo Rufino, presidente da JR Diesel; Millena Machado, jornalista e apresentadora da RedeTV! News; Gustavo Caetano, CEO da Sambatech; João Kepler, senior partner da Bossanova Investimentos; Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, entre outros.

Sobre o Instituto Êxito de Empreendedorismo


O Instituto Êxito de Empreendedorismo é o resultado de um sonho que envolve empreendedores visionários dos mais variados segmentos do Brasil. Hoje, já conta mais com mais de 600 sócios que compactuam de um mesmo propósito: fazer do empreendedorismo a turbina para impulsionar vidas e histórias.

O Êxito tem a filosofia de que, independentemente da classe social e econômica, qualquer pessoa pode transformar suas ideias em ações que mudem e melhorem a realidade e a comunidade na qual vive. Por isso, nasceu com o objetivo de estimular o dom empreendedor dos jovens, especialmente os de escolas públicas, onde há muitos talentos escondidos e boas ideias a serem impulsionadas.

Nomeado como uma instituição sem fins lucrativos, seu principal plano de ação está em oferecer uma plataforma de cursos online e gratuitos, além de realizar diversas ações voltadas para o fomento ao empreendedorismo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Exposição "Tudo que ganhei de você" no Shopping Praça da Moça celebra o Dia dos Pais neste ano

Neste sábado, 7, o Shopping Praça da Moça abre a exposição Tudo que ganhei de você, em homenagem ao Dia dos Pais. Com a proposta de retratar afetuosamente e de maneira real a relação entre pais e filhos, a fotógrafa Emily Fanti traz ensaios intimistas e de grande cumplicidade entre os envolvidos.

Os pais foram questionados sobre a experiência individual do paternar e as transformações que passaram ao tornarem-se pais, cada um à sua maneira.

“Tem aqueles pais que ficam ‘grávidos’ junto das mulheres, outros só percebem a ‘ficha caindo’ na hora do nascimento dos bebês, e tem os que sentem de um jeito tão profundo o desejo pela paternidade, que mesmo sem laços consanguíneos e concepção biológica, não resta outro caminho que não seja a busca por esse afeto, gerado através da semente genética ou pelo ato da adoção”, conta a fotógrafa.

Quem passar por lá também pode aproveitar para participar da Promoção de Dia dos Pais, que a cada 150 reais somados nas compras pelo empreendimento garantem um número da sorte para concorrer a um dos 80 prêmios sorteados, entre 20 fones sem fio, 20 kits churrasco personalizados, 30 vales-compras de 500 reais para serem utilizados nas lojas do shopping, 5 cervejeiras e 5 frigobares retrô.



Exposição Tudo que ganhei de você

De 7 a 31 de agosto
Piso Araucária

Dia dos Pais no Shopping Praça da Moça
De 29 de julho a 22 de agosto
Mecânica: 1 número da sorte a cada 150 reais
De segunda a quinta-feira, compras valem o dobro

Shopping Praça da Moça
Telefone: (11) 4057-8900
WhatsApp: (11) 94709-5754
Rua Manoel da Nóbrega, 712 - Centro, Diadema
Estacionamento: Carros 9 reais até 3 horas + 1 real por hora adicional ou fração / Motos 9 reais a diária

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Um mundo doce toma conta do Shopping Praça da Moça neste Natal




Comemoração com muita luz, cor e tecnologia encanta clientes de todas as idades


Entre guloseimas tradicionais da época, personagens lúdicos e tecnologia para encontrar o Bom Velhinho, o Shopping Praça da Moça encanta seus clientes com o tema Doce Natal. Repleto de luzes natalinas, o empreendimento inaugura a decoração neste sábado, dia 7.

Neste Natal, a decoração é contemplativa, recheada de confeitos e biscoitos. As cores e luzes tomam conta do empreendimento, convidando a todos para entrar na magia do Natal. “Pensamos em deixar tudo muito lúdico, colorido e leve com uma festa de encher os olhos e o coração. Acreditamos que este ano precisa desta magia mais do que nunca”, comenta Daniel Lima, gerente de marketing do Shopping Praça da Moça.

Já na entrada o público se encanta com o empreendimento todo iluminado e um túnel de luzes, com milhares de lâmpadas de led. Também do lado externo, não dá para deixar de conferir o tradicional presépio iluminado, feito a mão pelo artista da cidade Maurici Caruso e que, este ano traz também um presépio feito de papel kraft, em exposição dentro do empreendimento.

O encontro com o Papai Noel será o destaque da festa. Não haverá a tradicional chegada, mas o Bom Velhinho aparece, a partir de terça-feira, 10, em realidade aumentada (projeção em tamanho real), para tirar fotos com as crianças. As famílias estão convidadas para brincar e se encantar na caçada “Onde está o Noel?”. Por meio de um aplicativo, os clientes saem à procura de quatro totens, cada um com a próxima pista e personagens tradicionais do Natal, como renas, duendes e a própria Mamãe Noel. Depois de desvendar as quatro pistas, o quinto totem é habilitado com o tão esperado encontro para foto com o Papai Noel.

Doce Natal recheado de prêmios - Depois de toda a brincadeira e encantos natalinos, a campanha de final de ano completa o pacote desta festa tão tradicional do Shopping Praça da Moça. Totalmente virtual, este ano a promoção sorteia 15 vale-compras de 2 mil reais e o grande prêmio, um Chery Tiggo 2.

Todas as compras feitas a partir do dia 7 de novembro podem ser cadastradas pelo aplicativo Prizor ou por Whatsapp. A cada 250 reais, o cliente leva um número da sorte para concorrer aos prêmios pela Loteria Federal.

“Nosso Natal é mais tecnológico e online, mas sem perder a essência desta época tão especial. A campanha promocional será 100% digital para evitar aglomerações e possibilitar a participação de todos com segurança”, afirma o gerente de marketing, Daniel Lima.

Quem passar pelo empreendimento pode conferir o grande prêmio em um cenário lindo cheio de delícias natalinas no lugar do balcão de trocas. Os clientes podem acumular números da sorte trocando suas notas fiscais no período de 7 de novembro a 28 de dezembro.

Os sorteios acontecem ao longo do período. Nos dias 2, 9 e 16 de dezembro serão divulgados os felizardos ganhadores dos 5 vale-compras e, no dia 30, será anunciado o grande sortudo que levará o Tiggo 2 para casa.

Shopping Praça da Moça
Rua Manoel da Nóbrega, 712 - Centro, Diadema
Telefone: (11) 4057-8900
Estacionamento visitantes: Carros 9,00 até 3 horas + 1,00 por hora adicional ou fração / Motos 9,00 a diária.


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domingo, 1 de novembro de 2020

Transtorno de ansiedade na infância é mais comum do que você imagina


TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA INFÂNCIA - Mais Comum do que Você Imagina!


Especialista nos Ajuda a Identificá-lo!


Crianças são especiais e sabemos que quando falamos destes seres que nos são entregues como presentes para que possamos cuidar, todo conhecimento é necessário; e graças ao avanço da neurociência, muitos probleminhas com nossos “pequenos” puderam” ser identificados e consequentemente, tratados.

Então vamos lá...

Você sabe que o Transtorno de Ansiedade acontece na Infância? Pois é. Você conhece o seu filho o bastante, para identificar os sinais desse transtorno?

O QUE É TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA INFÂNCIA E QUAIS OS SINTOMAS?

O Transtorno de Ansiedade em crianças e adolescentes se apresenta como estados desproporcionais com as situações vividas no cotidiano; ou seja, o medo exagerado, a preocupação, o nervosismo ou o pavor desmedido e que acaba enfraquecendo as habilidades naturais da criança, próprias do seu funcionamento.

E tudo isso acaba causando dificuldades para dormir, baixa autoestima, apatia, desinteresse por brincadeiras, recusa em ir para escola, irritabilidade e culpa.

A Dra. Gladys Arnez, Neurologista Infantil e da Adolescência, Especialista em Transtornos Comportamentais e Escolares; também responsável pela Clínica Neurocenterkids em São Paulo, explica: “- Geralmente essas crianças tem um comportamento de inquietude. É sempre muito agitada, mas não por ser hiperativa, mas por sentir medo; medo de situações diferentes ou de lugares específicos ou de pessoas específicas. São crianças internamente inseguras.”



SINTOMAS FÍSICOS


Quanto aos sintomas físicos, a Dra. Gladys Arnez diz que a criança pode apresentar sudorese, tremores, dores de barriga, dores de cabeça e alerta que elas podem sentir esses sintomas antes ou durante a crise de ansiedade, na tentativa de evitar essas situações, como por exemplo a criança que sente muita dor de cabeça sempre antes de ir para a escola, pois aquele ambiente ou alguém de lá pode o perturbar de alguma forma.




DIAGNÓSTICO

O Transtorno de Ansiedade afeta entre 4% a 6% das crianças. E acaba impactando a vida das crianças na interação social, nos relacionamentos e no rendimento escolar. É importante ser observado pelo professor na escola e que seja notificado aos pais.

O diagnóstico é clínico; seguindo os critérios do DSM; Manual Diagnostico e Estatístico dos Transtornos Mentais.

“Os Transtornos de Ansiedade podem estar acompanhados de outros problemas, tais como: Os Distúrbios do Sono, Distúrbios de Humor e, em situações graves, podem apresentar Transtornos Depressivos, o que gera um agravamento no quadro, o que acaba deixando a criança em um isolamento social, pois ela começa a preferir ficar sozinha, isolada; ou seja, percebe-se claramente uma mudança no seu comportamento”- Complementa a Especialista e Neurologista Infantil, Dra. Gladys Arnez.

O QUE PODE CAUSAR TRANSTORNO DE ANSIEDADE INFANTIL?

As causas podem ter origens, biológicas, psicológicas e sociais; Histórico familiar com problemas de ansiedade, depressão materna ou problemas na gestação, bullying, abuso familiar ou ausência dos pais, são algumas causas frequentes do Transtorno de ansiedade na Infância.

O QUE FAZER?

A criança com Transtorno de Ansiedade precisa de muita ajuda para que não cresça e se torne uma pessoa muito insegura, com muitos medos, caso ela não consiga superar no momento certo, esse trauma.

Essa criança precisa de acompanhamento neurológico e acompanhamento psicológico; principalmente de uma terapia cognitivo-comportamental. O acompanhamento psicológico também é indicado aos pais, para aprenderem a lidar com seus filhos no dia a dia de forma adequada.

“A maioria dessas crianças precisam de medicação para o tratamento mais rápido e eficaz, para que ela retorne às suas atividades escolares, sociais e ao seu cotidiano normal, recuperando o seu tempo perdido.”- complementa Dra Gladys Arnez que ressalta: “- O importante é ficar sempre atento aos sinais, aos sintomas de ansiedade, e buscar ajuda profissional”.



Dra. Gladys Arnez é médica Pediatra e Neurologista Infantil e da Adolescência, especialista em Transtornos Escolares e Comportamentais, mestranda em Neurociências com ênfase no Tratamento do autismo e está à frente da Clínica Neurocenterkids, em Santo André/SP.

www.clinicaneurocenterkids.com.br
Instagram: @clinica_neurocenterkids
@dragladys_neuropediatria
Tel/ whats app: (11)99536-1988


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domingo, 4 de outubro de 2020

Home office mais aceito e repensar prioridades e estilo de vida são tendências em sociedade pós-COVID-19, aponta pesquisa



Novo estudo da Getty Images, o Visual GPS mostra também que 83% concordam que aparelhos móveis os ajudam a sentirem conectados com o que acontece no mundo.

Uma nova pesquisa da Getty Images, líder global em comunicação visual, mostra que 97% das pessoas acreditam que a pandemia do COVID-19 trará mudanças no longo prazo, resultando em mais aceitação do home office, do ensino à distância e pessoas repensando prioridades e estilos de vida.

Enquanto 55% pensam que mais pessoas vão trabalhar em casa no futuro, 46% acreditam que os sistemas de educação irão repassar mais recursos para o ensino online e a distância. A vida pessoal também passará por mudanças, de acordo com quase metade dos entrevistados, já que 49% veem as pessoas repensando suas prioridades e estilos de vida.

A pesquisa “Visual GPS”, realizada com mais de 10.000 consumidores e profissionais em 26 países, também mostra que a maioria das pessoas concorda que dispositivos móveis as ajudam a se sentir conectadas ao que está acontecendo no mundo (83%), e com quem mais importa para elas (79%).

No entanto, embora a maioria dos entrevistados aprecia a conveniência proporcionada pela tecnologia, o seu uso sem limites é uma preocupação. O termo "desintoxicação digital" teve um crescimento de 153% em pesquisas online durante a pandemia, enquanto 36% disseram que a tecnologia prejudicou algum de seus relacionamentos.

“Quer as pessoas estivessem prontas ou não, a pandemia a qual vivemos mudou o mundo, empurrando o mercado de trabalho global para o mundo online e nos tornando ainda mais dependentes da tecnologia”, disse o CEO da Getty Images, Craig Peters.

De acordo com ele, assim como o mundo, a mentalidade dos consumidores também passou por mudanças. “Nossa pesquisa mostra que associações positivas com a tecnologia aumentaram, mas não quer dizer que as pessoas querem estar conectadas a todo instante. Insights como este podem ser transformados em ideias de comunicação visual que ressoam com o público”, disse Peters.

Inteligência artificial e conexões pessoais


Outras descobertas da pesquisa Visual GPS mostram que o termo "Inteligência artificial" teve um aumento de 179% nas pesquisas online durante a pandemia, com 77% dos entrevistados concordando que a realidade virtual abre portas para experiências que não poderíamos ter de outra forma.

Quando se trata de conexões pessoais, outra área afetada pelo isolamento social, 42% dizem que não vão comparecer a tantos eventos e aglomerações, enquanto 32% acreditam que as famílias ficarão mais próximas como resultado do COVID-19.

A pesquisa Visual GPS busca ajudar profissionais a selecionar conteúdo visual e está disponível para download gratuito em https://creativeinsights.gettyimages.com/en/visual-gps.


Sobre a Getty Images

Getty Images é uma das fontes de conteúdo visual mais confiáveis e estimadas do mundo, com mais de 375 milhões de itens, incluindo fotos, vídeos, e música, disponíveis através dos sites www.gettyimages.com e www.istock.com, líderes no mercado. O website da Getty Images atende a clientes criativos, empresariais e de mídia em quase todos os países do mundo e é o primeiro lugar a descobrir, comprar e compartilhar conteúdo visual poderoso dos melhores fotógrafos e cinegrafistas do planeta. A Getty Images trabalha com mais de 310 mil colaboradores e centenas de parceiros de imagem para oferecer uma grande cobertura de mais de 160 mil eventos noticiosos, esportivos e de entretenimento anualmente, com imagens criativas e de impacto para comunicar quaisquer conceito comercial, além de possuir o maior arquivo de fotografia histórica do mundo.

Visite a Getty Images em www.gettyimages.com para saber mais sobre como a empresa está avançando no papel único de providenciar imagens convencionais e em movimento para comunicação e negócios, permitindo que ideias criativas se tornem realidade. 


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A necessidade da advocacia em processos de recuperação de empresas após a quarentena

Seja com um plano de ação ou com a recuperação judicial, especialistas atuam de forma estratégica para encontrar a melhor forma de sair da crise


A pandemia e o distanciamento social causaram diversos problemas para empresários em todo o Brasil, e também no mundo todo. Por conta disso, inúmeros negócios foram fechados durante os últimos meses e, outros, foram imensamente prejudicados e por isso precisarão se reinventar para entrar no cenário atual e no que está previsto após a pandemia. Negócios que dependem de eventos ou turismo, por exemplo, podem levar anos para se recuperar.

Em um momento como esse, é necessário levar em conta a opinião de profissionais. O advogado Paulo Akiyama, atuante em direito empresarial, ressalta que será complicado esperar por resultados imediatos, uma vez que o dano pode levar algum tempo para ser reparado. “Além da situação ser delicada é inédita para os consumidores, que também foram impactados. É importante lembrar que os cuidados da administração e gestão são fundamentais para uma recuperação mais rápida, questões que envolvem demissões, afastamentos ou mesmo ajustes de salário, precisam ser mantidas em tons amigáveis para evitar processos ainda mais complexos”, conta.

Para isso, uma dica é que as empresas elaborem comitês especiais para a solução de problemas com maior gravidade, já que uma das características da modernidade é o trabalho em equipe. Não somente isso, é importante ter um bom advogado empresarial que possa ajudar com a rotina da empresa e dar o suporte necessário em mediações com colaboradores.

De toda forma, agir rapidamente foi algo que ajudou muitos empreendedores logo no início da quarentena. A revisão de contratos e flexibilização de cláusulas permitiram maior prazo tanto para contratantes, quanto contratados, realizar seus trabalhos dentro de um limite adequado. “Ajustar meios de minimizar as perdas é primordial. O empresário perdendo, alguém também estará sofrendo em razão dessas mesmas perdas. O efeito dominó deve ser evitado por todos, buscando melhorar sempre a saúde das empresas”, o Dr. Akiyama relata.

Quando essas soluções não são realizadas a tempo, ou deixam de ser efetivas, a recuperação judicial pode parecer a última saída, mas quem pensa que esse é um processo simples se engana. Apesar da condução ser feita por um advogado, o procedimento depende de quase todos os setores da empresa, como administrativo, jurídico, financeiro, comercial e recursos humanos, sem contar que não é algo barato e isso também precisa ser considerado.

“Para que uma empresa decida pela recuperação judicial ou extrajudicial, deve se fazer antes um estudo de viabilidade, pois descumprindo o plano de recuperação há o risco de ser decretada a quebra pelo juízo. Porém, a empresa que entende essa opção como a saída para o endividamento que possui, deve decidir enquanto ainda possui algum recurso disponível para poder dar continuidade ao processo e suportar os custos que exigirá, não esquecendo que vai perder mercado e fornecedores”, informa.

Existem algumas diferenças entre a recuperação judicial e a extrajudicial. A recuperação judicial é postulada e formalizada a um juízo de falência. Já a extrajudicial é aquela em que o gestor, ao analisar a situação da empresa, contrata consultores especializados e advogados que possam apresentar um plano de recuperação sem a necessidade de ingressar em juízo. Ou seja, é um meio em que as partes (devedor e credores) buscam de forma equilibrada recuperar a empresa em situação frágil financeiramente.

Sobre Paulo Akiyama

Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/ ou ligue para (11) 3675-8600. E-mail akyama@akiyama.adv.br


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Pandemia, videoconferência e legalidade


*por Euro Bento Maciel Filho; Antônio Carlos de Almeida Castro - Kakay e Roberta Cristina Ribeiro de Castro Queiroz


Sem dúvida, uma das lições mais básicas para uma harmônica convivência social está sedimentada no princípio da legalidade, cujo preceito, expresso em nossa Constituição Federal, dispõe que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (art. 5º, inciso II, da CF/88).

A lei e as demais espécies normativas previstas no artigo 59, da CF, portanto, são as únicas formas legítimas para autorizar que o Estado determine e imponha comportamentos aos seus cidadãos. Referido princípio é de suma relevância, porque é por seu intermédio que o cidadão pode se opor, frontalmente, a “qualquer tipo de poder autoritário e a toda tendência de exacerbação individualista e personalista dos governantes”[1]. Nota-se, portanto, que sob um primeiro enfoque, a legalidade atua como verdadeiro óbice a eventuais arbitrariedades perpetradas pelo Poder Público.

Em contrapartida, o referido princípio também orienta a vida em sociedade, posto que, como a ninguém é permitido alegar desconhecimento das leis, é certo que todos devem respeitar e seguir as normas postas, ainda que delas discorde.

Seguramente, sem o princípio da legalidade, o convívio social seria um caos, uma verdadeira desordem, pois cada um estaria autorizado a fazer o que bem entendesse.

Sob um enfoque formal, pode-se afirmar que também incumbe à legalidade determinar quais matérias específicas devem ser reguladas, unicamente, por lei (stricto sensu), e, também, definir a competência para legislar a respeito de determinados assuntos. Daí é que surge o princípio da reserva legal, como corolário lógico da legalidade.

Foi, portanto, com estrita observância à reserva legal que a nossa Carta Magna definiu, em seu artigo 22, quais matérias são de competência legislativa privativa da União, que a exerce por intermédio do Congresso Nacional. E, dentre aquelas, estão o “direito processual” (civil, penal, trabalhista, tributário etc) e o “direito penal”.

Como é notório, o país atravessa uma grave crise sanitária e econômica, como consequência direta da pandemia causada pelo novo coronavírus. Lamentavelmente, o número de óbitos vem crescendo de forma alarmante e, em paralelo, as taxas de desemprego e a ruína de diversos negócios e empresas, também têm aumentado exponencialmente.

Dentro desse contexto, as atividades desenvolvidas pelo Poder Judiciário vêm sofrendo profundo impacto, afinal, fóruns ainda continuam fechados, audiências foram canceladas, e, por óbvio, no meio disso tudo, o jurisdicionado acaba sendo muito prejudicado no seu sagrado direito de acesso à Justiça.

Contudo, consoante expressa previsão constitucional, “a atividade jurisdicional será ininterrupta” (art. 93, inciso XII) e, além disso, é essencial. Logo, apesar da pandemia, faz-se necessário retomar as atividades judiciais (sobretudo as audiências e os julgamentos). Para tanto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas competências vêm expressamente descritas no §4º, do artigo 103-B, da CF/88, tem buscado, de um lado, regulamentar a atuação do Poder Judiciário durante esse duro período pelo qual atravessamos, e, de outro, propor alternativas viáveis para a paulatina retomada da prestação jurisdicional.

Vale ressaltar que, como o isolamento social ainda continua sendo a melhor alternativa para evitar o contágio, a adoção de novas ferramentas tecnológicas tem sido a melhor saída para compatibilizar, de um lado, a segurança de todos que transitam pelo ambiente forense e, de outro, a necessidade da efetiva distribuição de Justiça a quem precisa.

Assim, foi em nome da segurança que, lamentavelmente, a Justiça passou a atuar de forma cada vez mais distante do cidadão, na exata medida em que o “antigo” modelo presencial passou a ser substituído pela forma virtual, na qual tudo é feito por intermédio da tela de um computador. E foi justamente nesse contexto, no qual impera o “distanciamento”, que as audiências por “videoconferência” ganharam força e espaço.

Ocorre que, em tempos de pandemia, o nosso sistema jurídico tem sofrido verdadeira invasão de “Procedimentos”, “Portarias”, “Resoluções”, “Comunicados” etc., os quais, muito embora não tenham força de lei, acabaram norteando a atuação dos operadores do Direito em geral. E, como se não bastasse, é preciso considerar que, longe de existir uma uniformidade nesse “direito paralelo pandêmico”, cada tribunal resolveu baixar suas próprias determinações internas, assim criando inusitadas inovações procedimentais que, na maior parte dos casos, mostraram-se avessas às regras processuais vigentes.

Foi então que, em meio a essa miscelânea de regulamentos que o CNJ, a partir de atos normativos de duvidosa legalidade, decidiu adotar a videoconferência como alternativa aos atos processuais presenciais. Esse assunto foi inicialmente abordado pela Portaria/CNJ n. 61, de 31 de março de 2020, cujo texto, apesar de ter instituído “a plataforma emergencial de videoconferência para realização de audiências e sessões de julgamento nos órgãos do Poder Judiciário, no período de isolamento social, decorrente da pandemia Covid-19”, não autorizou o uso indiscriminado daquela ferramenta.

Ao depois, a videoconferência voltou a ser abordada na Resolução/CNJ n. 314, de 20 de abril do ano corrente, quando, então, foram delegadas aos Tribunais estaduais tanto a incumbência de disciplinar o trabalho remoto de magistrados e servidores, quanto a tarefa de promover, “de forma colaborativa com os demais órgãos do sistema de justiça”, a realização “de todos os atos processuais, virtualmente” (art. 6º).

Por sua vez, no último dia 01/06/2020, foi publicada a Resolução/CNJ n. 322, cujo escopo foi o de definir “regras mínimas para a retomada dos serviços jurisdicionais presenciais no âmbito do Poder Judiciário nacional”. Referida Resolução, ao tratar das audiências por videoconferência, estabeleceu, no seu artigo 5º, inciso IV, que, durante a chamada “primeira etapa” da retomada dos trabalhos presenciais, “as audiências serão realizadas, sempre que possível, por videoconferência, (...), possibilitando-se que o ato seja efetivado de forma mista, com a presença de algumas pessoas no local e participação virtual de outras”.

Analisando-se o texto daquela Resolução, nota-se que o CNJ não determinou a adoção geral e irrestrita da videoconferência, mas, apenas, a realização de atos processuais “de forma mista”, para assim permitir a retomada gradual dos serviços forenses presenciais. Afinal, a prestação jurisdicional não pode prescindir do salutar contato pessoal tanto entre os operadores do Direito quanto, principalmente, entre o jurisdicionado e o Juiz da causa.

Contudo, lamentavelmente é fato que, a partir da flexibilização autorizada pelo CNJ, diversos Tribunais do País passaram a permitir, em meio ao chamado “Sistema Remoto de Trabalho”, que as audiências de instrução passassem a ser realizadas por videoconferência, indiscriminadamente.

Entretanto, ao menos na seara do Direito Processual Penal, essa prática é manifestamente ilegal.

Isso porque o nosso C.P.P. prevê, expressamente, apenas três únicas situações nas quais a videoconferência pode ser adotada. São elas: a-) artigo 185, §2º, que trata, especificamente, da realização do interrogatório judicial do acusado preso; b-) art. 217, que é específico para situações nas quais a testemunha não queira depor na presença do acusado; e, c-) art. 222, §3º, cujo preceito é específico para o caso de testemunha residente fora da Comarca do Juízo processante.

Ou seja, a Lei Adjetiva Penal limitou, de forma clara e expressa, as poucas hipóteses nas quais a videoconferência pode ser utilizada.

Nesse ponto, cumpre sempre lembrar que as regras procedimentais estabelecidas no nosso Código de Processo Penal têm evidente viés garantista. Afinal, a estrita obediência às formalidades processuais (due process of law) deve ser vista tanto como garantia inerente à salvaguarda do sagrado direito de ir e vir do cidadão quanto, também, como proteção ao jurisdicionado, na exata medida em que lhe garante um processo justo, regulado por regras claras e precisas.

A propósito do assunto, ROBERTO DELMANTO JUNIOR é enfático ao asseverar que o processo penal deve ser compreendido não como um meio para que a punição seja aplicada, mas, sim, como um verdadeiro mecanismo de “tutela da liberdade jurídica do ser humano, consubstanciando-se, antes de mais nada, em um instrumento da liberdade que surge como complemento dos direitos e garantias individuais, impondo limites à atuação estatal, em cumprimento do seu dever de prestar jurisdição”[2]

Sendo assim, é inegável que as audiências por videoconferência, da forma como alguns Tribunais as vêm realizando, não encontra amparo na legislação processual penal.

É forçoso reconhecer, portanto que, exceção feita àquelas poucas hipóteses expressamente previstas no C.P.P., o uso indiscriminado da videoconferência viola o devido processo legal, afronta a ampla defesa e, principalmente, desafia a legalidade.

Positivamente, à luz do nosso C.P.P., as tais audiências de instrução por videoconferência representam verdadeira afronta ao Texto Constitucional. Ao cabo de contas, de um lado, em virtude do princípio da reserva legal, é cediço que o CNJ e as Cortes Estaduais não possuem competência legislativa em matéria processual e, de outro, é óbvio que “Provimentos”, “Portarias”, “Resoluções” e demais papeluchos, não têm força de lei.

Logo, se há mesmo interesse no uso (e abuso) da videoconferência ao longo da instrução dos feitos criminais, é preciso ou haver prévia, e expressa, concordância das partes (o que, infelizmente, não é levado em consideração), ou, então, que o legislador competente altere a lei processual penal, a fim de regulamentá-lo. Fora isso, o que temos, hoje, é um método canhestro e ilegal de audiência, que viola garantias constitucionais e mitiga o sagrado direito de defesa (sobretudo, a autodefesa do acusado).


Referências:

DELMANTO JUNIOR, Roberto. As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração. 2 ed. São Paulo: Renovar, 2001.

MENDES, Gilmar Ferreira e VALE, André Rufino do. Comentários à Constituição do Brasil. 1 ed. 3 tiragem. São Paulo: Saraiva - Almedina, 2013.

Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay é advogado criminalista

Roberta Cristina Ribeiro de Castro Queiroz é advogada criminalista

Euro Bento Maciel Filho é mestre em Direito Penal pela PUC/SP. Também é professor universitário, de Direito Penal e Prática Penal, advogado criminalista e sócio do escritório Euro Maciel Filho e Tyles – Sociedade de Advogados.

Para saber mais, acesse - http://www.eurofilho.adv.br/ pelas redes sociais - @eurofilhoetyles; https://www.facebook.com/EuroFilhoeTyles/ , ou envie e-mail para atendimento@eurofilho.adv.br

[1] MENDES, Gilmar Ferreira e VALE, André Rufino do. Comentários à Constituição do Brasil. 1 ed. 3 tiragem. São Paulo. Saraiva - Almedina, 2013, p. 244.

[2] DELMANTO JUNIOR, Roberto. As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração. 2 ed. São Paulo: Renovar, 2001, pp. 03/04.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Bolsonaro e a liberdade de expressão - Por: Cássio Faeddo



O Presidente Jair Bolsonaro recentemente ameaçou um jornalista de agressão, afirmando que tinha vontade de socá-lo.

Sim, um presidente da república, ameaçou um profissional de imprensa por um simples questionamento de interesse de parte expressiva da população sobre os depósitos realizados na conta bancária da primeira dama Michele Bolsonaro por Fabrício Queiroz.

Mais grave até que o crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, a fala do Presidente Bolsonaro ofende princípios fulcrais da Constituição da República.

Inicialmente a conduta do presidente atinge o artigo 1º, incisos III e IV da Constituição. Respectivamente tratam dos princípios da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho.

O jornalista cumpre um papel social de perguntar o que a sociedade quer saber sobre o exercício do mandato, e deve ser tratado com respeito e urbanidade. O jornalista está no exercício regular de seu trabalho e direitos de cidadão.

Temos aí as figuras do mandante e mandatários. Mandatários são todos os brasileiros que têm o direito de saber sobre a probidade da administração, e sobre o caráter de um mandatário que propagou a imagem de incorruptível nas eleições, mas que a todo momento se torna agressivo e arredio quando perguntado sobre Fabrício Queiroz e sua relação com os Bolsonaros.

Pior é a situação criada pela máxima autoridade do Poder Executivo que tem conduta incompatível com o decoro do cargo, dando mau exemplo para pessoas menos esclarecidas e com tendência a violência.

Criar embate com a imprensa desta forma não é novidade. Autocratas como Chavez, Fujimori, Putin, Trump, dentre outros, têm ou tiveram o hábito de minar a democracia para exercer o poder de forma autoritária. Faz parte da cartilha de um ditador eleger como inimigo a imprensa e as instituições.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, sobre a liberdade de expressão, informa em relatório de 2019 que pelo menos 27 jornalistas foram assassinados pelo exercício da liberdade de expressão em opinião nas Américas.

A CIDH informa ainda, de forma bem detalhada no relatório sobre o Brasil, que a narrativa generalizada contra a imprensa efetuada por altas autoridades estigmatiza jornalistas e meios de comunicação, e são realizadas de forma reiterada e coordenada, o que inclui denominar jornalistas como “imprensa de oposição”, “inimigos do país”, sem deixar de mencionar assédio contra as profissionais do sexo feminino.

Os ataques conduzem ao esgotamento, assédio moral e muitas vezes agressões desses trabalhadores, inclusive por atos perpetrados por governos democraticamente eleitos.

A nenhum mandatário é dado o direito de mandar calar ou intimidar um jornalista. A imprensa e a livre participação dos cidadãos comuns na política e nos partidos políticos, como fiscais ou no exercício de cargo político, são as melhores formas de garantir o desenvolvimento democrático do país.



Cássio Faeddo

Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Graduado em Direito pela Universidade Paulista (1994). Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO. Professor de Direito tendo lecionado no Centro Universitário SENAC, Anhembi Morumbi e UNIBERO. Tem especialização em Direito Internacional.


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